Por Thiago Hasten
A década de 90 foi marcada por privatização de grandes empresas estatais, de grande valor estratégico para a soberania do país, como por exemplo, a Companhia Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional, Telebrás, entre outros exemplos. O mais curioso é que tratava-se de empresas altamente rentáveis, abocanhadas por um ferocidade selvagem do capital privado nacional e internacional. Todas elas vendidas na velocidade da luz, por ninharias simbólicas, enfim, a preço de banana. Preço de banana em um país de políticos de banana.
Depois de 20 anos a população fez uma experiência traumática com os péssimos serviços realizados pelas empresas privadas, e repudia nas ruas e urnas todos aqueles que ousam reivindica-las. É isso que indica todas as pesquisas de opinião. Não à toa, os candidatos petistas acusam os tucanos de privatistas e vendilhões da pátria. Mera retórica, porque a própria Dilma vendeu nossos aeroportos, estradas, ferrovias e agora se omite e consente a privatização do ex-maior do mundo.
Não precisa ser um gênio para adivinhar, que por trás da venda inescrupulosa do Maracanã, está Sérgio Cabral e o empresário dono no mundo Eike Batista, pai de um playboy assassino, que matou um trabalhador que andava humildemente de bicicleta. É muita sujeira.
O blog Eu Sou Flamengo divulgou as condições inacreditáveis que se dará a privatização, ou melhor, a doação: “Pela cessão do Maracanã, o Estado do Rio de Janeiro receberá mesmo só 33 parcelas de R$ 7 milhões pela outorga, ou seja, R$ 231 milhões. Isso é 26,5% de quanto já foi comprometido com a reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014 (R$ 869 milhões) ou 18% do total gasto nas três últimas reformas (R$ 1,279 bilhão, com obras para o Mundial da Fifa de 2000, Pan de 2007 e Copa)”.
Como se não bastasse, o Maracanã está sendo reformado para atender as exigências da corrupta FIFA, sem levar em consideração as nossas tradições culturais e futebolísticas. Dá para imaginar um Flamengo X Vasco com aquelas cadeiras ridículas no lugar das arquibancadas? Essas cadeiras não são para nós. Essa Copa não é para o povo trabalhador. Será um espetáculo para as classes dominantes, que desconhecem o prazer das arquibancadas, do abraço desconhecido, da contagiante ola, da chuva de papel picado, da chuva de água molhada, do mosaico, enfim, desconhecem o espetáculo das massas. A burguesia nacional e internacional não sabem o que é torcer. Para eles o futebol é business.
Estamos no aguardo do pronunciamento da presidenta Dilma, que na verdade permite e incentiva que Cabral faça o trabalho sujo da privatização. A hora é de união de todas as torcidas, de todas as cores, de todos os estados, para impedir que privatizem a nossa alegria.
Paz entre as torcidas, guerra aos senhores!
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@thiagohasten
