Epidemia de dengue mata no Rio de Janeiro e governantes não fazem nada.

Alessandra Camargo e Alexandre Barbosa, do Rio de Janeiro
Em 2011, já são mais de 31 mil casos de dengue no estado do Rio de Janeiro. Dez municípios já sofrem com a epidemia e as 25 mortes no estado dão a dimensão da tragédia. E ainda existe a ameaça da entrada de um novo tipo de vírus no estado (tipo 4), o que tornaria a população mais vulnerável a doença e diante do atual quadro, aumentaria o número de mortes.
O descaso dos governantes é tão grande que além de não combaterem o Aedes Aegypt fazem de prédios públicos focos d ereprodução do mosquito. Um deles fica no antigo prédio da maternidade Leila Diniz, desativada há quase seis anos. O edifício fica ao lado do Hospital de Curicica. No terreno vizinho, é possível ver carcaças de carros, lixo, pneus abandonados e mosquitos por todo lugar conforme denuncia o site G1 no dia 01/04/2011.
A população mais pobre segue sendo a principal vitima da doença, pois é esta que não tem moradia digna, saneamento básico e que sofre as conseqüências do sucateamento dos serviços públicos de saúde, postos de saúde, hospitais e da UPA. Assim, o trabalhador doente é obrigado a enfrentar filas enormes, falta de profissionais de saúde, remédios, exames e a incerteza do atendimento. Muitas vezes, esses trabalhadores são mal diagnosticados e retornam para a casa com um diagnóstico impreciso de “virose”, e horas depois retornam aos serviços de saúde já em condição de agravamento da doença. Mortes por dengue são evitáveis e inaceitáveis, pois é produto da omissão dos governos, diante da pobreza e do caos do sistema público de saúde.
Se por um lado, a saúde e a vida da população não são prioridades, por outro, os governos seguem preocupados em gastar dinheiro com a copa e as olimpíadas. Só no Maracanã, que foi reformado há 3 anos, se gastará quase 1 bilhão de reais o que daria para construir e principalmente, equipar,  muitos hospitais e postos de saúde, assegurando para além da constituição, o direito à saúde, conquistado pela classe trabalhadora brasileira
 Propostas:
          
1.     Por um sistema de saúde público, exclusivamente estatal sob o controle dos trabalhadores, gratuito e de qualidade para todos.
2.     Dobrar as verbas para a saúde pública estadual!Que o estado destine no mínimo, 12% da receita dos impostos para a saúde.  
3.      Que os recursos do petróleo e o pré- sal seja destinado a melhorar as condições de vida da população fluminense. Que se façam investimentos em setores sociais, tais como saúde, educação e moradia.