Trabalhadores dos Correios aprovam greve no Rio

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro acabam de aprovar greve a partir das 0h. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, realizada às 19h30 desta quarta-feira (17), na praça de Guerra, em frente ao Edifício Sede dos Correios, no Centro. 

Os ecetistas reprovaram o indicativo da empresa para a campanha salarial, também defendido pelo sindicato. Na proposta não estava previsto aumento no salário base em 2014 e 2015. No lugar, haveria um Incentivo à Produtividade (GIP), que não é incorporado ao salário. Além disso, uma cláusula da proposta de acordo previa a realização de concurso público temporário, que os trabalhadores consideraram como aumento da terceirização na estatal.

"A proposta foi amplamente rejeitada, porque significa nenhum aumento no salário base. Além disso, querem precarizar ainda mais a empresa, com aumento da terceirização através de contratos temporários", explicou o ecetista Yuri Costa. 

A decisão pela greve aconteceu mesmo após o sindicato da categoria ter defendido contra a deflagração. "Eles não queriam greve porque está em época de eleição. Tentam blindar o governo, mas com as propostas apresentadas pela empresa não restou outra saída", completou. 

A categoria defende reposição da inflação, mais aumento linear de R$ 200 direto no salário, além da realização de concurso público com todos os direitos, e não temporário, como propõe a empresa.

Daniel Macedo, candidato a deputado estadual (PSTU) e Heitor Fernandes, candidato a senador (PSTU), ambos trabalhadores dos Correios, estavam presentes na assembleia, em defesa da greve contra a proposta da direção da estatal.