“Pode chover, pode molhar, Sérgio Cabral eu vou te derrubar!”

Concentração do ato, na Candelária
Foto: RB.
Por Rodrigo Noel, do Rio

Um verão de luta para os trabalhadores (veja aqui e aqui o panfleto distribuído pelo PSTU-RJ)

   No final da tarde de ontem (16) a juventude e os trabalhadores do Rio deram mais uma demonstração pública que não vão admitir um novo aumento nas tarifas de ônibus na cidade. Apesar do intenso calor durante todo o dia, a chuva forte acompanhou o ato, que seguiu sem maiores problemas da Candelária até a ALERJ.

   Organizado pelo Fórum de Lutas contra o aumento da passagem, o ato contou com a participação de cerca de 1.000 pessoas, entre trabalhadores e estudantes. Apesar da presença numerosa da polícia militar, tradicional elemento provocador nas manifestações, o ato transcorreu tranquilo.

    Nós do PSTU exigimos a estatização do sistema de transporte público (trem, barcas, metrô e ônibus), sob controle dos trabalhadores. Exigimos um transporte público de qualidade, eficiente e que funcione durante o dia e a noite, atendendo a toda população. Cabral e Paes não são aliados dos trabalhadores e começam 2014 concedendo mais benesses a máfia do transporte público com aumentos nos ônibus intermunicipais e municipais da capital fluminense.

'Só no Rio acontece isso?'
   Em São Gonçalo, na região metropolitana do RJ, não é diferente. O prefeito Neilton Mulim, aliado do ex-governador Anthony Garotinho, se comprometeu durante a campanha a reduzir o valor da passagem. Assim como Dilma fez com o pré-sal, Neilton também descumpriu sua promessa e anunciou reajuste nas tarifas de ônibus.

   A juventude e os trabalhadores da cidade já anunciaram sua resposta e na próxima terça-feira (21) vão as ruas exigir o fim do consórcio São Gonçalo de transportes e que, no mínimo, o prefeito cumpra sua promessa de reduzir o valor da passagem para R$1,50 e sem a concessão de subsídios.