Cyro Garcia participa do grito dos excluídos no dia 7 de setembro

Por E. Dau, do Rio de Janeiro
   O Brasil está submisso aos interesses das grandes multinacionais e especuladores internacionais – é preciso lutar por uma verdadeira independência.

   O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSTU, Cyro Garcia, esteve na manhã deste dia 7 de setembro na 18ª edição do Grito dos Excluídos. Na manifestação Cyro expressou a solidariedade do PSTU às lutas em curso no Rio de Janeiro, como na UERJ e IASERJ, o apoio aos moradores do Horto, no Jardim Botânico, sob risco de remoção, e denunciou a política de transportes praticada no município, que favorece a máfia da FETRANSPOR. Cyro falou ainda da necessidade de se lutar por uma real independência para o Brasil.
Não se pode dizer que o Brasil seja um país independente. Se independência significa caminhar com as próprias pernas, ser dono de seu próprio destino sem estar submisso a qualquer outro interesse, pode-se afirmar sem medo de errar, que vivemos em um país cada vez mais dependente.
 
   Todos os grandes setores da economia, dos bancos às montadoras, encontram-se nas mãos de grandes grupos estrangeiros que gozam de todo tipo de facilidades do Estado, como subsídios e isenções, como ocorrem agora com as empresas automobilísticas, para potencializar seus lucros e remetê-los às matrizes.

   A dívida pública (interna e externa) soma um montante equivalente a mais da metade do PIB (soma de todas as riquezas produzidas no país), chegando a R$ 3,2 trilhões no final de 2011 (ou 78% do PIB de 2011). Em 2011, R$ 705 bilhões do Orçamento federal foram destinados ao pagamento de juros e amortização da dívida. Isso significa nada menos que 45% de todo o orçamento. Ou seja, quase metade do que o governo gastou em 2011 foi direto para os credores internacionais.

E nas cidades?

   As eleições à prefeitura também estão nesta lógica. A dívida pública dos municípios com a União também engessa os orçamentos locais, desviando recursos que iriam para a Saúde e Educação. As prefeituras pagam os juros de dívidas muitas vezes impagáveis ao Governo Federal que, por sua vez, vai redirecioná-lo ao pagamento dos juros de sua dívida. Nessa ciranda, os banqueiros e especuladores ficam cada vez mais ricos, enquanto a grande maioria da população sofre com saúde e educação precários.

   Por isso, nessas eleições, o PSTU diz em alto e bom som: para se garantir uma independência de verdade, é necessário romper com a dívida pública, nacionalizar as grandes empresas multinacionais, garantindo emprego e salários, e, na prefeitura, parar de pagar a dívida para investir na construção de creches, escolas, hospitais e em todo o serviço público.