O Rio precisa de uma Frente de Esquerda Classista e Socialista

   Companheiros e companheiras Obama esteve no Brasil e quebramos o consenso que a imprensa e os governantes e partidos da ordem, tentaram construir em torno à presença do chefe maior do Imperialismo. As bandeiras do PSTU, as bandeiras do PSOL, as bandeiras do PCB tremularam nas ruas do Rio de Janeiro anunciando e exigindo: GO HOME.

   Na luta dos bombeiros que tinge de vermelho nossa cidade, nosso estado, lá se encontra os militantes do PSTU, do PSOL e do PCB.


   Nas greves e paralisações da educação, na luta da saúde, agora na campanha dos 10% do PIB para educação pública basta olhar para o lado e encontra-se um camarada de batalha, uma companheira de luta do PSOL, do PCB, do PSTU. Para ser sinceros muitas vezes disputando a política mais justa, mais acertada, para fazer valer os interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora.

   Boa parte da vanguarda dessas lutas, ao aproximar-se o calendário eleitoral, via como natural – muitos até como necessária – uma frente dos partidos da esquerda que não se vende e não se rende. Para nós do PSTU uma Frente Classista e Socialista composta pelo PSTU, o PSOL e o PCB é uma boa ferramenta para fornecer uma candidatura classista e uma plataforma para atender as demandas mais sentidas de nossa classe. Inclusive com o PSOL tendo a cabeça da chapa, onde nós do PSTU nos dispomos a indicar a vice.

   Uma frente assim deve envolver, necessariamente, as candidaturas proporcionais. Formando um pólo forte, somando os votos da legenda, proporcionando aos partidos envolvidos possibilidades de eleger candidatos ligados à luta dos trabalhadores. Mais que isso, nesse momento, uma Frente Classista e Socialista não se justificaria frente aos trabalhadores, o povo pobre, e os setores médios se ficasse reduzida apenas à candidatura a prefeitura. Diante da vanguarda, uma frente parcial (sem aliança nas proporcionais), fortaleceria a idéia de divisão da esquerda, enfraquecendo o pólo político que tal frente se converteria.

   Uma frente parcial diminui a possibilidade de termos uma bancada maior e mais representativa, das várias posições de esquerda, na Câmara de Vereadores. Menos vereadores O Rio precisa de uma Frente de Esquerda Classista e Socialista com posições de esquerda na Câmara são menos apoiadores para os duros enfrentamentos que virão no futuro em nossa cidade.

   Assim, esta frente, ao se concretizar, deve respeitar o peso das organizações envolvidas, estender-se em coligação também nas proporcionais, e viabilizar a participação nas propagandas eleitorais de rádio e TV.

   De nosso ponto de vista esta frente deve apresentar uma plataforma eleitoral que aponte para a resolução dos problemas mais sentidos da classe trabalhadora, do povo pobre, e das camadas médias da sociedade. O transporte público seguro, eficiente e de qualidade. Uma saúde e uma educação públicas que atendesse de tal forma a população que ter plano de saúde no Rio, ou matricular em escola particular fosse perda de dinheiro.

   Estes são alguns exemplos, outros não faltam como a valorização dos funcionários públicos com aumento imediato de salários; a revogação da Reforma da Previdência do Eduardo Paes,  o fim das remoções, a luta contra Lei da Copa..., e, no caso do Rio de Janeiro, um longo etcetera.

   Para financiar iniciativas de tal monta (que necessariamente deveriam incluir um plano de construção de casas populares, invertendo a lógica capitalista de ocupação do espaço urbano) dois problemas deveriam ser encarados de frente: o não cumprimento e a luta pelo fim da Lei de Responsabilidade Fiscal; e a mobilização da população pelo não pagamento da dívida pública.

   Entretanto mal os partidos burgueses – que vivem de iludir a maioria da população uma eleição atrás da outra – se atiraram em sua corrida eleitoral costurando alianças a serem desfeitas adiante, o PSOL, infelizmente, se jogou nesta lógica nefasta para a esquerda.

   O que pode haver de comum entre Gabeira e o companheiro Marcelo Freixo? O que há de comum entre o PSOL , o partido de Chico Alencar, de Osmarino Amâncio, Janira Rocha, Babá, Eliomar Coelho, e o PV de Sirkis, Gabeira e Zequinha Sarney?

   Companheira, companheiro, as movimentações da direção do PSOL com o PV enfraquecem a luta dos trabalhadores e do povo por um lado, mas por outro – infelizmente – colocamo PSOL, aos olhos de milhares, como mais um partido da ordem, como mais um dos partidos que fazem de tudo, qualquer coisa, para chegar lá. Os trabalhadores, o povo pobre e os setores médios já possuem o PT neste papel.

   Esta é a lógica das movimentações junto a empresários (segundo a grande imprensa tendo a frente o cineasta José Padilha, de ‘Tropa de Elite) para financiar a campanha eleitoral. Nunca é demais lembrar: quem paga a banda escolhe a música.

   Você que está lendo será capaz de votar em Gabeira? Será capaz de dizer ao seu vizinho, ao seu colega de trabalho que junto a Gabeira, Sirkis e Zequinha Sarney se poderá caminhar na solução dos problemas mais sentidos da maioria da nossa população?

   Companheiras e companheiros está em vossas mãos. Está na disposição militante de cada um e cada uma de vocês derrotar esta política. Mudar este curso nefasto que compromete a história do seu partido e mancha a história militante de cada um e cada uma de vocês.

   Vocês terão uma dura batalha pela frente. De nossa parte aguardamos que sejam vitoriosos e suspendam imediatamente toda negociação com o PV. Esperamos que a militância do PSOL desautorize qualquer tentativa de aliança com o PV, ao contrário imponha as imediatas conversações para a conformação da Frente Classista e Socialista entre o PSOL, o PCB e o PSTU.

   Entretanto, companheira, companheiro, se vocês não forem vitoriosos nesta batalha, desde já assumimos um compromisso com cada uma e cada um de vocês: aqueles e aquelas que se reivindicam da esquerda classista e socialista não ficarão sem alternativa nas eleições.

   Os trabalhadores, o povo pobre, os setores médios não ficarão sem uma alternativa classista. As bandeiras socialistas não serão deixadas de lado pela disputa eleitoral. Entre nossos companheiros e companheiras do PSTU lançaremos um nome como alternativa.

   Se esta for a tarefa que a realidade nos colocar, queremos contar com sua participação para elaborarmos juntos uma plataforma eleitoral que expresse as necessidades e os anseios dos trabalhadores.