Unidade e internacionalismo marcam abertura do Congresso da Classe Trabalhadora : CONCLAT



Congresso tem mais de uma centena de representantes de 26 países diferentes


Direto de Santos (SP)



• A unidade e o internacionalismo deram o tom da abertura do Congresso da Classe Trabalhadora na manhã desse dia 5 em Santos (SP). A composição da mesa já expressava o caráter amplo do evento, reunindo, além das entidades que convocavam oficialmente o congresso, como Conlutas, Intersindical, Pastoral Operária, MTL, MTST, também organizações convidadas como a Cobap, Consulta Popular e MST.

O maior destaque nesta abertura ficou por conta das delegações internacionais, que, juntas, totalizavam mais de uma centena de ativistas vindos de 26 países. Uma a uma, as delegações foram saudadas pelo plenário, sendo muito aplaudidas, principalmente os representantes do Haiti, cujo povo luta contra os efeitos do terremoto e a ocupação militar, além da Grécia que protagoniza hoje lutas massivas contra os planos de cortes impostos pelos governos e pelo FMI.

O representante grego, Sortiris Martelis, da Federação de Servidores Públicos da Grécia, um dos setores mais afetados pelos ataques dos últimos meses, relatou a luta dos trabalhadores daquele país, além de chamar a solidariedade à resistência palestina diante dos ataques covardes de Israel.

”Brasil, Colômbia, América Central, a classe operária é internacional!”, entoaram os cerca de 3 mil delegados que lotavam a plenária do Mendes Convention Center.

Momento histórico
O tom dos discursos de abertura foi de unidade e muito entusiasmo diante do momento que pode se tornar histórico. Diante disso, muitos consensos. O de que, por exemplo, a nova entidade deve ser uma entidade combativa e independente, priorizando as lutas diretas.

Carlos Sebastião, o “Cacau”, representando a Conlutas, chamou a atenção para o significado histórico do momento. “Estão aqui companheiros que fizeram parte dos Conclats nos anos 80, mas também estão aqui muitos dos que estiveram em Luziânia em 2004, momento em que, infelizmente, não saiu a unificação”, lembrou, referindo-se ao encontro realizado na cidade goiânia a fim de unificar os setores combativos ao redor de uma única alternativa. Dos setores que lá estiveram resultaram a Conlutas e a Intersindical. Por isso, Cacau chamou esse congresso de um “reencontro”.

Já o dirigente do MTST, Guilherme Boulos, destacou a importância de se consolidar a unidade do movimento sindical com os movimentos sociais e populares na luta contra o capital, e a responsabilidade dessa nova entidade nesse processo. “Temos que avançar, é sem-teto fazendo piquete com operário e operário ocupando terra junto com sem-teto”, disse, sendo muito aplaudido.

Responsabilidade, aliás, foi a palavra mais dita pelo histórico dirigente da Pastoral Operária, Waldemar Rossi. “Temos aqui a responsabilidade de dar um salto qualitativo no movimento sindical”, afirmou, explicando que a estrutura sindical majoritária, hoje, “ também legitima a exploração capitalista”. Afirmou ainda que ”ficar no corporativismo é, historicamente, trair a classe trabalhadora”.

Polêmicas
Além dos discursos entusiasmados em defesa da unidade, a abertura do congresso expressou também as polêmicas que devem ser discutidas e resolvidas pelos delegados. Uma das principais se refere justamente ao nome da nova entidade. O Congresso da Conlutas aprovou a indicação do nome Conlutas-Intersindical, como forma de evidenciar o acúmulo dessas duas experiências que se consolidaram nos últimos anos.

Outro setor, porém, como a Intersindical, propõem um novo nome. ”Não vamos aceitar que o nome dessa central se limite ao internismo das entidades” disse Edson Carneiro, o Ìndio, da Intersindical. Já Cacau defendeu a proposta da Conlutas: ”respeitamos os nossos símbolos, como também o da Intersindical, é um símbolo que nós também reivindicamos, é um patrimônio que não podemos abrir mão”.


Na abertura, Zé Maria defende a independência política e de classe

II Congresso da Conlutas : segundo dia

 Eduardo Araujo, direto de Santos, SP

O II Congresso da Conlutas, entra em seu segundo dia, e foi marcado pelos debates que apontam para a unificaçao da classe trabalhadora, marco historico no Brasil, pois esta colocado para todas as delegacoes a possibilidade real da uniao dos lutadores em torno da bandeira do socialismo.

Neste segundo dia de congresso, realizado na cidade de Santos, em Sao Paulo, foram também apresentados as teses que compoem o conjunto programático do encontro, em que as diversas forcas políticas debateram sobre o balanco da Conlutas neste último período.
Foi como nos disse Cyro Garcia, do PSTU.

"" (...) a Conlutas cumpriu um papel importante na construcao da alternativa de direcao no Brasil, frente a capitulacao da CUT, em relacao ao Governo Lula, como também outras centrais que so estao servindo como base de apoio para as reformas neoliberais que foram continuadas pelo PT. Por isso a reuniao dos lutadores em torno de um programa de luta classista e internacionalista, esta cumpre um avanco importante para a reorganizacao dos movimentos sociais e a democratizacao das estruturas sindicais frente a burocratizacao presente em grande parte dos sindicatos. "

Sobre o Conclat, Cyro ainda nos fala que "a espectativa perante a proposta de unificacao e fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras e lutadores e lutadoras", inclusive cita sua experiencia enquanto sindicalista, onde  estaria na fundação de sua terceira central de trabalhadores, já que foi fundador da CUT, da Conlutas e agora da nova central em formação; e foi como concluiu "(...) eu sou um `fundador`e nao um `afundador`, como muitos aí", brincou o camarada. 





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Encontro de mulheres vota por uma nova central


Jeferson Choma, direto de Santos (SP)



• Terminou no final da tarde desta quinta-feira, dia 3 de junho, o II Encontro do Movimento Mulheres em Luta. Após a realização de debates nos grupos de discussão, foi instalada a plenária final, onde se votaram as principais resoluções.

No encontro foi reafirmado o caráter independente do movimento. A proposta de construir um movimento classista, independente dos patrões e de oposição de esquerda ao governo foi unânime entre as participantes.

Em seguida, a plenária votou favoravelmente a proposta sobre a criação de uma nova entidade para os trabalhadores e trabalhadores brasileiros. De acordo com a resolução, o MML será parte integrante da nova entidade, caso o Congresso da Classe Trabalhadora resolva construir uma ferramenta de luta com o caráter sindical e popular.

Outra resolução importante foi sobre o calendário de lutas definido pelas delegadas. Entre as principais atividades está a participação do dia de luta pela visibilidade lésbica, no dia 29 de agosto; o dia latino-americano contra a ilegalidade do aborto, no dia 28 de setembro; a luta por creches, no 12 de outubro; e o dia de luta contra violência à mulher, em 25 de novembro.

Por fim, o movimento definiu sua forma de funcionamento atráves de uma estrutura muito semelhante a adotada pela Conlutas. O movimento vai funcionar por meio de uma Coordenação Nacional, que elegerá uma uma Executiva. O encontro, porém, terminou elegendo uma Executiva provisória composta por representantes de organizações políticas e entidades. No encerramento,as integrantes da Executiva provisória foram apresentadas ao conjunto do plenário sob palavras de ordem entoadas pelas ativistas, como “sou mulher, sou radical. Vou construir uma nova central!”.

SAIBA MAIS

  • Começou o II Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta

  • Pré-candidatura de Zé Maria à presidência lança site neste sábado

    Vem aí o site do Zé Maria Presidente

    Site da pré-candidatura de Zé Maria à presidência será lançado no próximo dia 5, sábado, durante ato no Congresso da Classe Trabalhadora em Santos




    Da redação
     


    • A alternativa operária e socialista à presidência nas eleições em 2010 vai ter agora um site próprio. No próximo sábado, dia 5 de junho, será lançado o site Zé Maria Presidente, que vai trazer as principais notícias da pré-candidatura do PSTU à presidência, além de muitas outras informações, como a biografia do pré-candidato e o programa do partido.

    O site vai contar ainda com uma ampla área multimídia, com fotos e vídeos da pré-candidatura. Nele, você também poderá se cadastrar para ser um apoiador de uma pré-candidatura socialista.

    Ato da pré-candidatura
    O site será lançado oficialmente durante o ato da pré-candidatura de Zé Maria no Congresso da Classe Trabalhadora em Santos, na noite de sábado, no mesmo local do congresso. Os ativistas terão a oportunidade de conhecer melhor o site, que deverá funcionar como uma verdadeira ferramenta não só de divulgação da pré-candidatura, mas, sobretudo, de organização de uma rede de apoiadores em todo o país.

    Além do site, a pré-candidatura de Zé Maria está lançando um abaixo-assinado de apoio dirigido aos ativistas do movimento sindical, popular e estudantil. ”Não acreditamos que o povo brasileiro deva ficar submetido a uma falsa polarização eleitoral entre duas candidaturas (Dilma e Serra) que apóiam o projeto burguês neoliberal. Não aceitamos a candidatura de Marina Silva como “terceira via”, porque expressa o mesmo conteúdo patronal das outras duas. Achamos que é imprescindível construir uma alternativa própria dos trabalhadores, classista, independente da burguesia”, diz um trecho do manifesto.

    Baixe aqui o manifesto de apoio à pré-candidatura Zé Maria

    Assista a transmissão on line do 2º Congresso da Conlutas

    O 2° Congresso da Conlutas, momento tão aguardado por todos, está começando agora, no Centro de Convenções Mendes, em Santos-SP.

























    Assista a transmissão on line do 2 Congresso da Conlutas

    Congresso da Classe Trabalhadora faz contraponto à Conferência Nacional de centrais sindicais governistas

    da Conlutas

    • Nos dias 5 e 6 de junho, no Centro de Convenções Mendes, na Cidade de Santos (SP), acontece o Congresso da Classe Trabalhadora. Esse evento é do movimento sindical e popular convocado pela Coordenação Nacional de Lutas – Conlutas, a Intersindical, o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, o Movimento Avançando Sindical – MAS e representantes da Pastoral Operária da Cidade de São Paulo.

         Ao todo participam deste Congresso 537 entidades, e dentre estas 238 Sindicatos, além de oposições sindicais e movimentos populares. Serão cerca de 3.200 delegados de todas as partes do país, eleitos em mais de 900 assembléias realizadas nos meses de abril e maio deste ano.

        Este Congresso representa um contraponto a Conferência realizada no dia 1º de junho pelas cinco centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, NCST e CGTB) que apóiam o Governo Lula. Estas centrais representam o movimento sindical que foi domesticado, abrindo mão da defesa dos interesses dos trabalhadores para apoiar as medidas e participar do governo.

        O Congresso da Classe Trabalhadora vai expressar um setor importante do movimento sindical e popular, que embora minoritário, tem conquistado muita força nas lutas que os trabalhadores brasileiros vêm protagonizando nos últimos sete anos. A proposta é o fortalecimento de um movimento sindical e popular independente dos governos, dos patrões e do Estado, e também sem o controle dos partidos políticos.

        Por exemplo, este Congresso deve aprovar, praticamente por unanimidade, a proposta do fim do Imposto Sindical, um dos instrumentos principais de cooptação de sindicatos e centrais sindicais ao Estado e aos governos, e que é defendido pelas centrais sindicais que apóiam o Governo Lula.

        A principal discussão do Congresso da Classe Trabalhadora é a proposta de construção de uma central sindical e popular que unifique em uma mesma entidade nacional as organizações que o convocaram e as que se somaram durante a sua preparação.


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    II CONGRESSO DA CONLUTAS E I CONCLAT: FAZENDO HISTÓRIA!

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    Dirley Santos, do Rio de Janeiro.
    O dia 02 de junho de 2010 ficará, com certeza, marcado na memória de milhares de ativistas em todo país, que neste dia começaram suas jornadas em direção à cidade paulista de Santos, para a realização do II Congresso Nacional da Coordenação de Lutas (Conlutas) e do I Congresso da Classe Trabalhadora (Conclat).
    No início desta madrugada, da praça da Cinelândia, berço político da cidade do Rio de Janeiro, saíram em cerca 10 ônibus quase 500 delegados ligados à Conlutas (sendo 74 do SEPE-RJ, que com um total mais de 225 delegados é a maior delegação nacional ao Conclat), à ANEL e ao Movimento Mulheres em Luta.
    Ativistas vindos dos mais diferentes lugares do estado; como os aguerridos metalúrgicos de Volta Redonda, os profissionais de educação grevistas de Petrópolis, os combativos comerciários de Nova Iguaçu, servidores estaduais da Justiça e animadores culturais da rede estadual de ensino, as atuantes merendeiras da rede municipal do Rio; além de outros trabalhadores e estudantes de Caxias, Belford Roxo, Cachoeiras de Macacú, Friburgo, Teresópolis, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e, principalmente, da capital.
    Ainda, na quinta e na sexta-feira, sairão inúmeros ônibus levando o restante dos cerca de mil delegados e observadores eleitos no Rio de Janeiro em direção à Santos, desta vez com companheiros e companheiras ligados a outras correntes e movimentos como Enlace, APS, LSR e CST, do PSOL; o Coletivo Marxista Paulo Romão; o MTL; etc.

    DELEGADOS ELEITOS NA BASE
    A escolha dos delegados se deu após a realização de mais de mil assembléias onde foram eleitos em todo o país, quase 5 mil delegados, para o II Congresso da Conlutas e para o I Conclat. Estes delegados representarão quase 3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, refletindo o atual  processo de reorganização da classe em busca de uma alternativa as entidades tradicionais que, como a CUT, já não refletem a luta dos trabalhadores brasileiros.
    Essa intensa movimentação nos últimos meses é o coroamento de pelo menos dois anos de debates e discussões, além de uma militância comum no dia-a-dia das lutas nas bases das categorias e movimentos. Nos dias 3 e 4 o II Congresso da Conlutas deverá expressar a construção dessa entidade que ocupou, sem dúvida, a dianteira do processo de reorganização do movimento de massas após a chegada de Lula à presidência.

    CONSTRUIR UMA CENTRAL DE LUTAS
    É esperado ainda que, após esse balanço positivo, os delegados indiquem o avanço desse processo, apoiando a unificação da Conlutas com outras entidades, como a Intersindical; o que deve ser decidido nos dias 5 e 6 no I Conclat.
    O PSTU, que sempre impulsionou a construção da Conlutas, defende a unidade dos setores combativos e independentes na construção de uma alternativa única à esquerda do governo Lula; alternativa essa que está, hoje, bem perto se concretizar.
    Para o I Conclat, são esperados no mínimo 3 mil participantes, representando 502 entidades (entre sindicatos, movimentos socais, estudantis e oposições) e eleitos em 962 assembléias de base. Já para o II Congresso da Conlutas, são esperados pelo menos, 2 mil participantes, entre delegados e observadores; foram inscritas 389 entidades.

    SAIBA MAIS:
    CONGRESSO DA CLASSE TRABALHADORA
    Participantes esperados: 3.000
    Entidades inscritas: 502
    Assembléias realizadas: 962

    CONGRESSO DA CONLUTAS
    Participantes esperados: 2.000
    Entidades inscritas: 389
    Assembléias realizadas: 767

    Sendo:
    * 220 entidades sindicais (representando 2.900.000 trabalhadores na base)
     *145 Oposições e minorias de direções sindicais
    *64 delegações do movimento popular do campo
    *64 delegações do movimento popular urbano
    *09 entidades nacionais

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