Dirley Santos, do Rio de Janeiro.
No início desta madrugada, da praça da Cinelândia, berço político da cidade do Rio de Janeiro, saíram em cerca 10 ônibus quase 500 delegados ligados à Conlutas (sendo 74 do SEPE-RJ, que com um total mais de 225 delegados é a maior delegação nacional ao Conclat), à ANEL e ao Movimento Mulheres em Luta.
Ativistas vindos dos mais diferentes lugares do estado; como os aguerridos metalúrgicos de Volta Redonda, os profissionais de educação grevistas de Petrópolis, os combativos comerciários de Nova Iguaçu, servidores estaduais da Justiça e animadores culturais da rede estadual de ensino, as atuantes merendeiras da rede municipal do Rio; além de outros trabalhadores e estudantes de Caxias, Belford Roxo, Cachoeiras de Macacú, Friburgo, Teresópolis, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e, principalmente, da capital.
Ainda, na quinta e na sexta-feira, sairão inúmeros ônibus levando o restante dos cerca de mil delegados e observadores eleitos no Rio de Janeiro em direção à Santos, desta vez com companheiros e companheiras ligados a outras correntes e movimentos como Enlace, APS, LSR e CST, do PSOL; o Coletivo Marxista Paulo Romão; o MTL; etc.
DELEGADOS ELEITOS NA BASE
A escolha dos delegados se deu após a realização de mais de mil assembléias onde foram eleitos em todo o país, quase 5 mil delegados, para o II Congresso da Conlutas e para o I Conclat. Estes delegados representarão quase 3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, refletindo o atual processo de reorganização da classe em busca de uma alternativa as entidades tradicionais que, como a CUT, já não refletem a luta dos trabalhadores brasileiros.
Essa intensa movimentação nos últimos meses é o coroamento de pelo menos dois anos de debates e discussões, além de uma militância comum no dia-a-dia das lutas nas bases das categorias e movimentos. Nos dias 3 e 4 o II Congresso da Conlutas deverá expressar a construção dessa entidade que ocupou, sem dúvida, a dianteira do processo de reorganização do movimento de massas após a chegada de Lula à presidência.
CONSTRUIR UMA CENTRAL DE LUTAS
É esperado ainda que, após esse balanço positivo, os delegados indiquem o avanço desse processo, apoiando a unificação da Conlutas com outras entidades, como a Intersindical; o que deve ser decidido nos dias 5 e 6 no I Conclat.
O PSTU, que sempre impulsionou a construção da Conlutas, defende a unidade dos setores combativos e independentes na construção de uma alternativa única à esquerda do governo Lula; alternativa essa que está, hoje, bem perto se concretizar.
Para o I Conclat, são esperados no mínimo 3 mil participantes, representando 502 entidades (entre sindicatos, movimentos socais, estudantis e oposições) e eleitos em 962 assembléias de base. Já para o II Congresso da Conlutas, são esperados pelo menos, 2 mil participantes, entre delegados e observadores; foram inscritas 389 entidades.
CONGRESSO DA CLASSE TRABALHADORA
Participantes esperados: 3.000
Entidades inscritas: 502
Assembléias realizadas: 962
CONGRESSO DA CONLUTAS
CONGRESSO DA CONLUTAS
Participantes esperados: 2.000
Entidades inscritas: 389
Assembléias realizadas: 767
Sendo:
* 220 entidades sindicais (representando 2.900.000 trabalhadores na base)
*145 Oposições e minorias de direções sindicais
*64 delegações do movimento popular do campo
*64 delegações do movimento popular urbano
*09 entidades nacionais
ACOMPANHE OS CONGRESSOS
II CONGRESSO DA CONLUTAS (03 E 04 DE JUNHO)
I CONCLAT (05 E 06 DE JUNHO)
ACOMPANHE OS CONGRESSOS
II CONGRESSO DA CONLUTAS (03 E 04 DE JUNHO)
I CONCLAT (05 E 06 DE JUNHO)