Porém, de tanto insuflar a massa, a burguesia e os grandes meios de comunicação conseguiram seu intento: dividiram a manifestação e vão terminar por descreditar a luta justa da classe trabalhadora e juventude!
Por volta das 15:30, os militantes dos movimentos sociais, entidades estudantis e partidos de esquerda se reuniram no Largo de São Francisco, para formar uma coluna unificada e participar do ato de forma pacífica, com suas bandeiras e faixas, mostrando que os verdadeiros inimigos são os governos Cabral, Paes e Dilma.
Seguiram pela rua Uruguaiana e, ao virar na Av. Presidente Vargas, diversas pessoas dos assim chamados "sem-partido" começaram a vaiar e a hostilizar a coluna, mais ainda sem nenhum confronto.
Pouco depois, cerca de 500 metros dali, a questão tornou-se bem mais séria. Na retaguarda da coluna, formou-se um grande grupo de provocadores, formado principalmente por homens, a maioria mascarados e sem cartazes. A partir desse momento, a apreensão e o temor de agressão por parte de provocadores se instalou na coluna.
As provocações foram aumentando, apesar do esforço de diversos ativistas, que tentavam acalmar os ânimos e impedir os provocadores de iniciar alguma agressão. Quando a coluna aproximou-se da Central do Brasil, aqueles que tentavam apaziguar não aguentaram a pressão dos provocadores e terminaram por retirar-se, o que piorou a situação e levou a alguns conflitos físicos.
Na altura da Praça XI, o conflito se generalizou, quando o grupo de provocadores conseguiu romper o bloqueio que foi feito na retaguarda da coluna. A partir desse momento, houveram diversas brigas, com vários militantes agredidos e diversos feridos, alguns com gravidade. Fomos barbaramente agredidos, levando mais de 15 pessoas a hospitais próximos. Houve lançamento de bombas, pedras e os mastros das bandeiras que foram roubadas pelo grupo de agressores.
Nesse momento, percebendo que poderia haver um conflito maior, a esquerda como um todo cerrou fileiras. Militantes do PSTU, PCB, PSOL, PCR e até mesmo do PT e PC do B uniram-se em defesa dos movimentos sociais, entidades estudantis e sindicais e das pessoas que vieram ao ato portando suas bandeiras vermelhas e faixas de protesto.
Após um novo confronto generalizado, o ato dispersou-se completamente ao chegar na Prefeitura, dado o clima de tensão e medo que tomou conta das pessoas. Afortunadamente, neste momento, mesmo havendo correria, a coisa se acalmou um pouco, pois os provocadores dirigiram-se à prefeitura.
O PSTU Rio de Janeiro afirma publicamente que nenhuma agressão partiu dos militantes da esquerda, mas sim veio dos provocadores, que só podemos entender que não pertenciam aos que vieram protestar pacificamente, mas a grupos fascistas e a policiais inflitrados no ato.
Afirmamos também que sempre buscamos a unidade daqueles que lutam, estando presentes nas plenárias e fóruns de preparação dos atos, que sempre respeitamos a todos os setores honestos e combativos, presentes na manifestação, e que não recuaremos perante nenhuma agressão fascista, policial ou de marginais infiltrados.
Da redação do Rio de Janeiro