Moradia digna só com um "Rio para os Trabalhadores"!

Daniel Macedo, candidato a vereador, escreve sobre questão da habitação

O Rio de Janeiro de Eduardo Paes é cada vez mais uma farra para a especulação imobiliária. Com o pretexto de preparar a cidade para os megaeventos, se elitiza ainda mais o espaço da mesma. A remoção é a forma que a prefeitura encontrou para afastar ainda mais o trabalhador do seu local de moradia perto do trabalho, onde seus filhos estudam e de importantes áreas de lazer de anos. 
Exemplos dessa política são a remoção da Comunida do Metrô-Mangueira - para que esta possa servir de estacionamento na Copa do Mundo;  e a ameaça sobre a Comunidade da Vila Autódromo que pode ser removida para não entrar na foto do Parque Olímpico.
É necessário parar de entregar o orçamento público para as grandes empreiteiras como a Delta, para que se invista em uma política que de fato enfrente o enorme déficit habitacional da cidade, estimado pela própria prefeitura em 220.000 moradias. Além de enfrentar os problemas pelos quais passam a maioria dos conjuntos habitacionais,  como baixo atendimento pelas redes de água potável, esgoto e coleta de lixo e a falta de creches, escolas e leitos nos hospitais públicos.

Neste  sentido, nossas propostas são:

> 5% do orçamento municipal para a moradia (entre 0 e 3 salários mínimos).
> Expropriação sem indenização de áreas, terrenos e prédios vagos ou abandonados na zona central e norte do Rio, destinando-os para moradia popular.
> Fim da política de remoções que só beneficia as grandes empreiteiras.
> Sobretaxação das grandes fortunas. IPTU progressivo para imóveis ociosos e/ou baldios.
> Aumento da infraestrutura para os conjuntos habitacionais rede de água potável/ esgoto e coleta de lixo que atenda ao conjunto dos moradores.
> Construção de creches, escolas e hospitais públicos dentro dos conjuntos habitacionais.
> A Secretaria municipal de habitação deve administrar uma empresa de construção de moradia 100% estatal, pública e de interesse social, deixando assim de servir aos interesses da especulação imobiliária.
> Regularização das ocupações  e/ou favelas no Rio sem ônus para os posseiros, tarifa zero em serviços de energia elétrica e gás em botijão ou encanado. Abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e lixo.
> Construção de moradias populares com trabalho feito pelos moradores desempregados, através de um plano de obras públicas e com salários dignos. Este plano será financiado pelo orçamento municipal e/ou fundos do governo federal, estadual e municipal que serão destinados  para a habitação de interesse social.