No Dia Latino-americano e Caribenho da Mulher Negra, os candidatos do PSTU denunciam opressão racial.

“Neste 25 de julho, dia da Mulher Negra da América Latina e do Caribe, é lamentável não ter o que comemorar. Mesmo num país governado por uma mulher, as mulheres negras continuam sendo as mais pobres das pobres, que ocupam os piores postos de trabalho e são as que possuem maior probabilidade de morrer por mortalidade materna”, denuncia Cyro Garcia, candidato a prefeito.
  
O dia 25 de julho foi escolhido em 1992
para marcar a luta da mulher negra e latina
   Atualmente, cerca de 2,6 mulheres afrodescendentes morrem por dia por causas maternas, enquanto entre as mulheres brancas este índice é de 1,5. Segundo relatório elaborado pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (LAESER) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2009/2010), 40,9% das mulheres negras (pretas e pardas) tem menor acesso aos exames ginecológicos preventivos; 37,5% nunca fizeram exame de mamas, 40% nunca fizeram mamografia, 15,5% jamais fizeram exames para detectar o câncer de mama.
   “Em relação à inserção no mercado de trabalho, a situação da mulher negra não melhorou. As heranças escravocratas e patriarcais ainda estão presentes em pleno século XXI. As mulheres negras são maioria no trabalho doméstico. Em 1999, representavam um índice de 55% das mulheres que ocupam este posto de trabalho extremamente precarizado e com baixos salários. Em 2009, o índice subiu para 61,6%.”, argumenta Cyro.
   Segundo dados de 2009 do IPEA, 37,6% dos domicílios chefiados por trabalhadoras domésticas se encontravam abaixo da linha de pobreza e o rendimento médio destas mulheres correspondia a exatos R$ 386,45 (44% a menos do os R$ 556,73 pagos em média aos homens que exercem funções “domésticas”; e também inferior ao salário das mulheres brancas, que era de R$421,58).
25 de julho
   O dia 25 de julho é o “Dia da Mulher Negra da América-latina e do Caribe”, instituído em 1992, quando representantes de 70 países participaram do 1º Encontro de Mulheres Negras da América-latina e do Caribe, em San Domingo, na República Dominicana. A instituição da data teve como objetivo dar visibilidade às demandas e às conquistas das descendentes da diáspora africana.