Governador e prefeito são os responsáveis pelo desabamento de prédios em RJ


Uma nova data macabra se soma ao calendário de sofrimentos dos trabalhadores cariocas. No dia 25 de janeiro, três prédios desabaram no coração da cidade maravilhosa. Por volta das 20h30, um edifício de 20 andares desabou na Avenida Treze de Maio, número 44, e, com a queda, os imóveis ao lado, um de oito e outro de quatro andares também ruíram. As notícias iniciais dão conta que seis pessoas ficaram feridas. Cinco delas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e duas receberam alta. A sexta vítima procurou socorro por conta própria no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e também já foi liberada. Certamente o número de feridos ainda pode ser maior pelo pânico das pessoas que fugiram do local no momento do desabamento.

O corpo de bombeiros já conseguiu resgatar quatro corpos, mas as buscas seguem. São pelo menos 26 desaparecidos que podem estar soterrados na pilha de escombros de prédios antigos e sem vistorias.

A cidade maravilhosa tornou-se um verdadeiro pesadelo para os trabalhadores. São bueiros e restaurante que explodem. São enchentes provocadas pelas chuvas que atingem proporções de calamidade pública. São incêndios, como o da Cidade Nova, que atingem as casas mais humildes onde os responsáveis não são localizados e punidos. Em seguida, estes terrenos entram na ciranda da especulação imobiliária. Tudo isso por que  o prefeito, Sr. Eduardo Paes, e o Governador, Sr. Sérgio Cabral, pretendem manter uma cidade maravilhosa apenas para os banqueiros e as multinacionais. Recusam-se garantir melhores condições de vida para os trabalhadores e o povo.

No último ano da gestão de Eduardo Paes o desabamento destes três prédios na Av. 13 de maio, é mais um signo macabro de todo um governo marcado pela perseguição aos camelôs, aos moradores sem teto e ao conjunto da nossa classe. Da mesma forma que Paes não garante a vistoria e fiscalização em obras em prédios que podem desabar a qualquer momento, também não garante educação, saúde ou transporte público de qualidade. Seu “choque de gestão” ou o “choque de ordem” só serviram para piorar a vida do povo. Se de um lado Paes facilita, até com isenção fiscal, as grandes construtoras e a especulação imobiliária, por outro orquestra a desocupação de várias áreas da cidade, para garantir as obras de preparação das Olimpíadas e da Copa.

A CSP-Conlutas RJ se solidariza com todas as vítimas e seus familiares por mais esta tragédia que poderia ser evitada. Independente da causa do desabamento nós responsabilizamos a Prefeitura e o Governo do Estado por todas as mortes ocorridas em mais um lamentável evento em nossa cidade.

Conclamamos o conjunto dos trabalhadores para lutar por nossos direitos a partir dos sindicatos e associações de moradores na construção de um Rio de Janeiro que atenda nossos interesses.

Exigimos o fim de toda isenção e anistia fiscal para as construtoras e empreiteiras. Exigimos um plano de vistorias em todos os prédios com mais de 10 anos de construção em toda a cidade, para evitar novos acidentes como este. Exigimos um plano de obras públicas que corrija todas as irregularidades provocadas pela especulação imobiliária, sob controle das entidades dos trabalhadores.

CSP-Conlutas RJ