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| Milhares ocupam novamente a Avenida Rio Branco no Rio. Foto: Erick Dau |
Dirley Santos, Rio de Janeiro.
Neste 11 de julho de 2013, mais uma vez os trabalhadores brasileiros fizeram História, com uma das maiores jornadas de lutas e paralisações já vistas neste país. Em todo o Brasil, o dia foi marcado pela entrada em cena da classe trabalhadora, com suas bandeiras e métodos de luta contra as políticas econômicas e sociais do governo Dilma e seus aliados e demais governos da burguesia.
O dia começou com trancaço nos Correios e ato dos petroleiros contra os leilões de Dilma
Já na madrugada, na Rua Leopoldo Bulhões, em Benfica, subúrbio da capital fluminense, um carro de som anunciava as reivindicações da categoria e do Dia Nacional de Lutas, Greves e Paralisações enquanto dezenas de trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos Correios bloqueavam a saída de caminhões da principal unidade de distribuição dos Correios na. Os manifestantes estimam que ao menos 40 veículos de entrega de Sedex ficaram retidos na entrada do Centro de Operações, que distribui 70% das correspondências e encomendas no Estado do Rio. Segundo disse Heitor Fernandes, da Frente Nacional de Trabalhadores dos Correios (FNTC) para o site da Folha de São Paulo "Essa manifestação se soma ao 'Dia Nacional de Lutas. Aqui, a gente quer a não privatização do serviço de saúde, auditoria no fundo de pensão e abertura imediata das negociações da nossa campanha salarial.
Depois os manifestantes seguiram para outras unidades da ECT para fortalecer a greve de 24 horas, tirada na assembleia do dia anterior, e participar do ato unificado das centrais sindicais à tarde no Centro do Rio.
Às 9 horas os petroleiros fizeram uma caminhada pelo centro da cidade exigindo, entre outras coisas, o cancelamento dos leilões do petróleo. Houve também, fechamento de várias agências bancárias no centro da cidade, apesar da direção do Sindicato dos Bancários que não se empenhou para ampliar a greve na categoria. Em Itaguaí, houve manifestações de metalúrgicos; funcionários da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) participam do bloqueio na Rua General Euclides de Oliveira.
Além destes atos, funcionários terceirizados da Secretaria Estadual de Saúde fizeram protesto em frente à Alerj. Uma ocupação de dezenas de manifestantes, com várias barracas em frente à prefeitura, depois seguiu para o Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
Assembleia unificada da educação aponta greve da rede municipal para 8 de agosto
Já os profissionais da educação, realizaram uma paralisação de 24 horas e uma assembleia unificada pela manhã, como parte do Dia Nacional de Lutas, Greves e Paralisações lotando com mais de mil pessoas o histórico Cine Odeon. A categoria paralisou em toda a rede estadual e nas redes Municipais da capital, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Duque de Caxias, Itaboraí, Mesquita, Seropédica, Queimados entre diversas outras cidades.
Após um intenso debate encaminhamentos apontaram impulsionar as mobilizações conjuntas da classe trabalhadora e da juventude contra a política econômica do governo Dilma, fortalecer a luta contra Cabral e a construção da greve da rede municipal do Rio de Janeiro no segundo semestre.
Ainda durante a assembleia, Perciliana Rodrigues, representando a CSP-Conlutas defendeu a unidade de ação de toda classe trabalhadora como única forma de derrotar os ataques contra nossos direitos. "Nenhuma confiança em nenhum governo, seja federal, estadual e municipais. Só a nossa luta pode obter vitórias", encerrou Perciliana, chamando também todos os presentes para a concentração dos servidores públicos e da juventude na Praça XV ás 13h, o que foi feito ao final do evento.
Mais de 20 mil ocupam novamente as ruas do Rio de Janeiro
Na parte tarde os trabalhadores e a juventude que protagonizaram os atos, paralisações e manifestações durante a o dia todo tomaram a Avenida Rio Branco com suas bandeiras e reivindicações. Todos trabalhadores, estudantes e populares participaram do ato que reuniu mais de vinte mil pessoas, saindo da Candelária e seguindo até a Cinelândia.
Os governistas bem que tentaram tirar a presidenta Dilma do foco das manifestações, mas não adiantou. Nas palavras de ordem, faixas e cartazes estavam: as criticas a política econômica do governo federal e suas propostas de pacto, como o enganoso plebiscito; exigindo melhores salários, mais verbas para transporte, saúde e educação, as denúncias contra a corrupção, e não poderia faltar, o Fora Cabral! Demonstrando que os sentimentos de rebeldia e indignação que embalaram as manifestações de junho também embalam estas mobilizações de agora.
A CSP-Conlutas e as demais Centrais Sindicais, já nesta sexta-feira (12), se reuniram para avaliar as ações do dia 11 de julho, que consideraram positivas. Agora, convocam um novo “Dia Nacional de Paralisação” para o dia 30 de agosto, com o objetivo de pressionar a presidente Dilma para que atenda as reivindicações dos trabalhadores.
Mais uma vez a polícia de Cabral reprimiu violentamente
Faixa com dizeres “A mesma polícia que reprime na avenida é a mesma que mata na favela” parecia prenunciar o que aconteceria à noite. Quando a multidão se aproximava da Cinelândia para terminar a jornada de lutas, a polícia do governador fascista Sergio Cabral, atacou com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha os manifestantes e a população. De forma covarde os ataques se espalharam por todas as ruas da Lapa.
Também ativistas que foram ao Palácio das Laranjeiras, protestar contra o governo foram recebidos pela PM com muita violência. O bairro de Laranjeiras virou palco para a selvageria da polícia, que para perseguir os manifestantes atirou bombas e invadiu de uma unidade hospitalar do bairro.
Novamente, como no dia 20 de junho, a PM e sua tropa de choque reprimiram, perseguindo e agredindo, indiscriminadamente manifestantes, advogados, jornalistas até pessoas nas ruas e prédios no centro da cidade e na zona sul do Rio de Janeiro, pois a população repudiou a ação da polícia e deu apoio e abrigo aos manifestantes.
Corrupção e violência: as duas faces do governo Cabral
Algumas pessoas ainda se perguntam por que o governador Sérgio Cabral, apesar da incessante queda de popularidade, acentuada recentemente com o vazamento do escândalo dos helicópteros segue reprimindo duramente as manifestações.
Para Cyro Garcia isso ocorre “porque são muito fortes os seus compromissos de controlar o estado a serviço de megaempresários como Fernando Cavendish, dono da corrupta empreiteira Delta e de Eike Batista, o mesmo que ganhou de presente a concessão do Maracanã e é responsável por grandes crimes ambientais. Além, é claro, das relações no mínimo suspeitas com os inescrupulosos donos da Supervia, Metrô Rio, CCR Barcas e empresas de ônibus que cartelizam o transporte público”.
Já a verdadeira Polícia Militar de Sérgio Cabral e seu secretário de segurança, José Mariano Beltrame, é a que oprime, tortura e mata moradores em comunidades pobres, inclusive nas áreas sob ocupação militar das UPP’s, e reprime ditatorialmente qualquer um que se manifestante contra seu governo como sempre fez com bombeiros, profissionais de educação e estudantes.
“Porém, cada vez mais a classe trabalhadora, a juventude e o conjunto da população do Rio de Janeiro acordam para a necessidade de lutar contra estes desmandos e ataques a seus mais básicos direitos e exigem o Fora Cabral. E não sairemos das ruas até alcançarmos nossos objetivos” afirmou Júlio Anselmo, coordenador da Anel e membro do Fórum de Lutas no Rio de Janeiro.
Contra a política econômica de Dilma!
Não a enganação do Plebiscito, queremos decidir tudo!
Abaixo a criminalização dos movimentos sociais!
Quem ataca os trabalhadores não pode governar! Fora Cabral!










