Dia 11 de julho no Rio de Janeiro é marcado pela luta contra a política econômica de Dilma e pelo “Fora Cabral”!

Milhares ocupam novamente a Avenida Rio Branco no Rio. Foto: Erick Dau


Dirley Santos, Rio de Janeiro.

Neste 11 de julho de 2013, mais uma vez os trabalhadores brasileiros fizeram História, com uma das maiores jornadas de lutas e paralisações já vistas neste país. Em todo o Brasil, o dia foi marcado pela entrada em cena da classe trabalhadora, com suas bandeiras e métodos de luta contra as políticas econômicas e sociais do governo Dilma e seus aliados e demais governos da burguesia.

O dia começou com trancaço nos Correios e ato dos petroleiros contra os leilões de Dilma
Já na madrugada, na Rua Leopoldo Bulhões, em Benfica, subúrbio da capital fluminense, um carro de som anunciava as reivindicações da categoria e do Dia Nacional de Lutas, Greves e Paralisações enquanto dezenas de trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos Correios bloqueavam a saída de caminhões da principal unidade de distribuição dos Correios na. Os manifestantes estimam que ao menos 40 veículos de entrega de Sedex ficaram retidos na entrada do Centro de Operações, que distribui 70% das correspondências e encomendas no Estado do Rio. Segundo disse Heitor Fernandes, da Frente Nacional de Trabalhadores dos Correios (FNTC) para o site da Folha de São Paulo "Essa manifestação se soma ao 'Dia Nacional de Lutas. Aqui, a gente quer a não privatização do serviço de saúde, auditoria no fundo de pensão e abertura imediata das negociações da nossa campanha salarial.
Depois os manifestantes seguiram para outras unidades da ECT para fortalecer a greve de 24 horas, tirada na assembleia do dia anterior, e participar do ato unificado das centrais sindicais à tarde no Centro do Rio.
Às 9 horas os petroleiros fizeram uma caminhada pelo centro da cidade exigindo, entre outras coisas, o cancelamento dos leilões do petróleo. Houve também, fechamento de várias agências bancárias no centro da cidade, apesar da direção do Sindicato dos Bancários que não se empenhou para ampliar a greve na categoria. Em Itaguaí, houve manifestações de metalúrgicos; funcionários da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) participam do bloqueio na Rua General Euclides de Oliveira.
Além destes atos, funcionários terceirizados da Secretaria Estadual de Saúde fizeram protesto em frente à Alerj. Uma ocupação de dezenas de manifestantes, com várias barracas em frente à prefeitura, depois seguiu para o Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

Assembleia unificada da educação aponta greve da rede municipal para 8 de agosto
Já os profissionais da educação, realizaram uma paralisação de 24 horas e uma assembleia unificada pela manhã, como parte do Dia Nacional de Lutas, Greves e Paralisações lotando com mais de mil pessoas o histórico Cine Odeon. A categoria paralisou em toda a rede estadual e nas redes Municipais da capital, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Duque de Caxias, Itaboraí, Mesquita, Seropédica, Queimados entre diversas outras cidades.
Após um intenso debate encaminhamentos apontaram impulsionar as mobilizações conjuntas da classe trabalhadora e da juventude contra a política econômica do governo Dilma, fortalecer a luta contra Cabral e a construção da greve da rede municipal do Rio de Janeiro no segundo semestre.
Ainda durante a assembleia, Perciliana Rodrigues, representando a CSP-Conlutas defendeu a unidade de ação de toda classe trabalhadora como única forma de derrotar os ataques contra nossos direitos. "Nenhuma confiança em nenhum governo, seja federal, estadual e municipais. Só a nossa luta pode obter vitórias", encerrou Perciliana, chamando também todos os presentes para a concentração dos servidores públicos e da juventude na Praça XV ás 13h, o que foi feito ao final do evento.

Mais de 20 mil ocupam novamente as ruas do Rio de Janeiro
Na parte tarde os trabalhadores e a juventude que protagonizaram os atos, paralisações e manifestações durante a o dia todo tomaram a Avenida Rio Branco com suas bandeiras e reivindicações. Todos trabalhadores, estudantes e populares participaram do ato que reuniu mais de vinte mil pessoas, saindo da Candelária e seguindo até a Cinelândia.
Os governistas bem que tentaram tirar a presidenta Dilma do foco das manifestações, mas não adiantou. Nas palavras de ordem, faixas e cartazes estavam: as criticas a política econômica do governo federal e suas propostas de pacto, como o enganoso plebiscito; exigindo melhores salários, mais verbas para transporte, saúde e educação, as denúncias contra a corrupção, e não poderia faltar, o Fora Cabral! Demonstrando que os sentimentos de rebeldia e indignação que embalaram as manifestações de junho também embalam estas mobilizações de agora.
A CSP-Conlutas e as demais Centrais Sindicais, já nesta sexta-feira (12), se reuniram para avaliar as ações do dia 11 de julho, que consideraram positivas. Agora, convocam um novo “Dia Nacional de Paralisação”  para o dia 30 de agosto, com o objetivo de pressionar a presidente Dilma para que atenda as reivindicações dos trabalhadores.

Manifestantes cada vez mais apoiam o Fora Cabral. Foto: Erick Dau

Mais uma vez a polícia de Cabral reprimiu violentamente
Faixa com dizeres “A mesma polícia que reprime na avenida é a mesma que mata na favela” parecia prenunciar o que aconteceria à noite. Quando a multidão se aproximava da Cinelândia para terminar a jornada de lutas, a polícia do governador fascista Sergio Cabral, atacou com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha os manifestantes e a população. De forma covarde os ataques se espalharam por todas as ruas da Lapa.
Também ativistas que foram ao Palácio das Laranjeiras, protestar contra o governo foram recebidos pela PM com muita violência. O bairro de Laranjeiras virou palco para a selvageria da polícia, que para perseguir os manifestantes atirou bombas e invadiu de uma unidade hospitalar do bairro.
Novamente, como no dia 20 de junho, a PM e sua tropa de choque reprimiram, perseguindo e agredindo, indiscriminadamente manifestantes, advogados, jornalistas até pessoas nas ruas e prédios no centro da cidade e na zona sul do Rio de Janeiro, pois a população repudiou a ação da polícia e deu apoio e abrigo aos manifestantes.

Corrupção e violência: as duas faces do governo Cabral
Algumas pessoas ainda se perguntam por que o governador Sérgio Cabral, apesar da incessante queda de popularidade, acentuada recentemente com o vazamento do escândalo dos helicópteros segue reprimindo duramente as manifestações.
Para Cyro Garcia isso ocorre “porque são muito fortes os seus compromissos de controlar o estado a serviço de megaempresários como Fernando Cavendish, dono da corrupta empreiteira Delta e de Eike Batista, o mesmo que ganhou de presente a concessão do Maracanã e é responsável por grandes crimes ambientais. Além, é claro, das relações no mínimo suspeitas com os inescrupulosos donos da Supervia, Metrô Rio, CCR Barcas e empresas de ônibus que cartelizam o transporte público”.
Já a verdadeira Polícia Militar de Sérgio Cabral e seu secretário de segurança, José Mariano Beltrame, é a que oprime, tortura e mata moradores em comunidades pobres, inclusive nas áreas sob ocupação militar das UPP’s, e reprime ditatorialmente qualquer um que se manifestante contra seu governo como sempre fez com bombeiros, profissionais de educação e estudantes.
“Porém, cada vez mais a classe trabalhadora, a juventude e o conjunto da população do Rio de Janeiro acordam para a necessidade de lutar contra estes desmandos e ataques a seus mais básicos direitos e exigem o Fora Cabral. E não sairemos das ruas até alcançarmos nossos objetivos” afirmou Júlio Anselmo, coordenador da Anel e membro do Fórum de Lutas no Rio de Janeiro.

Contra a política econômica de Dilma!  
Não a enganação do Plebiscito, queremos decidir tudo!
Abaixo a criminalização dos movimentos sociais!

Quem ataca os trabalhadores não pode governar! Fora Cabral!

11 de julho: um dia de luta também contra as opressões


Zona Sul de São Paulo
O dia 11 de julho de 2013 já entrou para a História com uma das maiores e mais importante mobilizações já vistas neste país. Marcado pela entrada da classe operária, com suas bandeiras e métodos de luta, nas mobilizações contra as políticas econômicas e demais descaminhos do governo do PT, o “11 de julho” também foi marcado pela unidade dos movimentos sociais, inclusive os que lutam contra o racismo, o machismo e a homofobia.
Do Norte ao Sul do país, os manifestantes exigiram o “Fora Feliciano”, repudiaram a violência contra as mulheres e o “estatuto do nascituro” (ou a “bolsa-estupro”, que é o seu verdadeiro significado) e protestaram contra a discriminação racial e genocídio da juventude negra levado a cabo pela forças de repressão do Estado.
No interior das colunas organizadas pela CSP-Conlutas, movimentos como o Quilombo Raça e Classe, Mulheres em Luta e o Setorial LGBT da entidade, levantaram estas bandeiras, com orgulho, lado a lado das bandeiras dos movimentos sindical, estudantil e popular, com a certeza de que a única forma de lutar consequentemente contra a opressão é em estreita unidade com os trabalhadores e a juventude, e no combate direto ao sistema que oprime para explorar ainda mais.
Mulheres trabalhadoras em luta
Um exemplo particularmente significativo da combinação da luta contra a opressão e a exploração foi dado na metalúrgica Chris Cintos, na Zona Sul de S. Paulo, onde oMovimento Mulheres em Luta (MML) saudou milhares de trabalhadoras que paralisaram a fábrica e se juntaram ao arrastão que tomou as ruas dos “corredores” de fábricas da região e seguiu até o Largo Treze, no centro do bairro.

A empresa, que se apresenta como a maior fabricante de cintos de segurança do país, conquistou este título às custas da extrema exploração de cerca de 1800 trabalhadores, a sua grande maioria mulheres (dentre delas, muitas negras). Uma exploração fortemente alimentada pelo machismo.
Enquanto se organizavam para a assembleia, as trabalhadoras davam exemplos e mais exemplos do que passam no interior da fábrica. Uma regra absurda faz com que, quando têm que levar seus filhos ao médico, as operárias sejam descontadas no dia da consulta e no domingo; o assédio sexual é constante e o assédio moral acompanha o absurdo ritmo de trabalho que é imposto por chefetes que atuam de forma ditatorial e patriarcal no interior da fábrica.  
Também foi contra tudo isto que as operárias aclamaram a proposta do sindicato de parar a fábrica logo após terem entrado para o turno da manhã. E também foi por sentirem, no dia a dia, a opressão machista que as trabalhadoras saudaram com grande entusiasmo a fala da professora Janaina Rodrigues, da oposição da Apeoesp, dirigente do MML e da Secretaria de Mulheres do PSTU, logo após a votação da adesão à greve.
“Hoje, os brasileiros estão fazendo História, promovendo um forte e combativo dia de paralisação nacional. E vocês, aqui e agora, estão construindo um lindo capítulo desta história. Especialmente vocês, mulheres, são motivo de orgulho para todos nós. Estão demonstrando que são guerreiras e dando um importante passo para quebrar as amarras do machismo e da exploração que as oprimem e impõem precárias condições de vida. Um passo ainda mais certeiro, porque dado ao lado de milhões de outros trabalhadores, num dia de enfrentamento não só contra os patrões da fábrica, mas também contra Dilma, Alckmin, Haddad e todos aqueles que mantém esta situação inaceitável ”, disse Janaína.
Nossa luta é todo dia! Contra o machismo, o racismo e a homofobia!
Enquanto o ato avançava pelas ruas e avenidas da Zona Sul, Janaína destacou a importância da paralisação da Chris Cintos: “Para nós, do MML, o que vimos hoje, aqui, justifica nossa própria razão de existir. Dentre todas as fábricas paralisadas na Zona Sul, esta é a que tinha o maior número de mulheres e o exemplo que elas deram tem uma importância histórica para o tipo de movimento que queremos construir. Por um lado, aqui estão concentrados, de forma gritante, todos os horrores que são enfrentados pelas mulheres da classe trabalhadora, todos os dias. Por outro, ao aderirem ao movimento, estas mulheres deram uma demonstração de sua garra e de que a luta contra o machismo é, também, uma luta contra o sistema que dele se beneficia”.

Assim como muitos outros que paralisaram as fábricas pela manhã, várias trabalhadoras se juntaram ao ato na Paulista, no meio da tarde. E, lá, também puderam ouvir a fala de Ana Luiza Figueiredo. Ana Luiza falou em nome do PSTU e também destacou a importância da luta contra a opressão e a exploração.
“Estamos aqui para lutar pelos nossos direitos e por melhores condições de vida mas, também, não podemos esquecer que exigimos o fim de toda e qualquer forma de opressão e da absurda exploração que é imposta a milhões daqueles que são historicamente marginalizados. Também estamos aqui para dizer em alto e bom som ‘Fora Feliciano’, ‘Não ao estatuto do nascituro’, ‘Chega de genocídio da juventude negra e pobre nas periferias’, lembrou a dirigente do PSTU.

Dia histórico marca a entrada da classe trabalhadora na onda de protestos

Manifestações, bloqueios de estradas e paralisações contra o governo marcam o 11 de julho, convocado pelas centrais


Manifestação de operários na Zona Sul de São Paulo
Foto: Raíza Rocha
Esse dia 11 de julho marcou a entrada da classe trabalhadora na onda de protestos que explodiu em todo o país em junho. O dia nacional de lutas convocado pelas centrais sindicais registrou paralisações, bloqueios de estradas e manifestações em pelo menos 23 estados. É muito difícil que alguém no Brasil não tenha participado ou se deparado com os efeitos das manifestações e greves desse dia. Demonstrando grande disposição de luta, categorias de peso como metalúrgicos, operários da construção civil, portuários, servidores públicos, e diversas outras, cruzaram os braços e foram às ruas nessa quinta-feira.
Apesar de a presidente Dilma, com a ajuda da CUT, ter tentado canalizar a insatisfação popular para a manobra do plebiscito de reforma política, o que ficou marcado foi um grande dia de protesto contra o governo e a sua política econômica. Às reivindicações de mais recursos para a saúde, educação e transportes, que deram o tom das jornadas de junho, foram adicionadas pautas históricas dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho, reajuste dos salários, o fim do fator previdenciário e da inflação. A pauta unificada das centrais sindicais também inclui a bandeira da reforma Agrária e a suspensão dos leilões do petróleo.
Protestos e greves pelo país
Se a jornada de mobilizações que varreu o Brasil em junho ficou caracterizada pela espontaneidade, desta vez os trabalhadores saíram às ruas a partir de seus locais de trabalho e organizados por suas entidades de classe. Isso fez com que importantes setores da economia fossem afetados, como os grandes centros industriais que pararam na capital paulista e na região do ABC.
Em São Paulo, metalúrgicos paralisaram 35 fábricas da região da Zona Sul e realizaram uma grande passeata que chegou a reunir cerca de oito mil trabalhadores. Houve ainda paralisações com manifestação de operários da construção civil e comerciários, além de atos na Zona Oeste e Leste. Importantes rodovias e avenidas da cidade foram fechadas ao longo do dia. À tarde, uma manifestação unificada reuniu algo como 10 mil pessoas na Avenida Paulista.  Em outra importante região industrial do estado e do país, em São José dos Campos, houve paralisações em pelo menos 20 fábricas, atingindo algo em torno de 15 mil operários. Uma passeata na cidade reuniu 2 mil pessoas.
Já no Rio de Janeiro, servidores dos Correios bloquearam a saída de caminhões da principal unidade da empresa. Houve ainda manifestações com paralisações de metalúrgicos e servidores, além das escolas das redes estaduais e municipais. Houve ainda manifestações com paralisação de petroleiros, bancários e terceirizados da Secretaria da Saúde. Pela tarde, um protesto unificado reuniu quase quinze mil pessoas e, ao final, foi duramente reprimido pela Tropa de Choque. Relatos de companheiros presentes no ato dão conta que a polícia atacou por trás, de forma covarde, manifestantes pacíficos, perseguindo-os durante um longo trajeto. Mais um capítulo vergonhoso da truculência policial no Rio.
A capital mineira, por sua vez, viveu praticamente um dia de greve geral. A cidade já amanheceu com paralisação dos ônibus e do metrô. A greve atingiu também a rede estadual de ensino e grande parte das escolas municipais. No interior, a paralisação se alastrou para várias metalúrgicas, além de siderúrgicas e mineradoras. Já em Porto Alegre, cuja Câmara Municipal está ocupada por manifestantes, houve paralisação dos rodoviários. Professores do CPERS também bloquearam a rodovia que dá acesso à cidade.
No Norte e Nordeste, a jornada de greves e protestos também foi forte. Em Belém houve paralisação dos operários da construção civil e uma manifestação que reuniu os operários, estudantes e diversas outras categorias. Em Aracaju, capital do Sergipe, operários da Petrobrás e bancários dos bancos públicos cruzaram os braços, assim como os professores da rede pública.
Já na capital do Ceará, Fortaleza, os operários da construção civil pararam suas atividades nesse dia e realizaram uma manifestação que reuniu ainda ativistas do Movimento dos Conselhos Populares, do MST, de oposição sindical dos bancários e estudantes da ANEL.
Natal, por sua vez, viu uma das maiores manifestações do dia 11 em todo o país. O protesto unificado das centrais sindicais reuniu algo como 20 mil pessoas por saúde, educação, transporte, reforma agrária e contra a política econômica do governo Dilma.
CSP-Conlutas e greve geral
Se em determinado momento das mobilizações de junho o progressivo sentimento antipartido se voltou contra as organizações dos trabalhadores, como partidos e sindicatos, desta vez, as bandeiras tingiram de vermelho as ruas de todo o país. Os partidos de esquerda retomaram seu lugar nas ruas, assim como as entidades sindicais.
Apesar de ainda minoritária no movimento popular e sindical, a CSP-Conlutas não teve um papel coadjuvante nesse dia histórico. Além de vitoriosa em sua política de unidade na realização de um dia de greves e protestos, a central contou com participação de peso em várias partes do país. Entidades filiadas à central paralisaram importantes setores como metalúrgicos em São José dos Campos, operários da construção civil em Fortaleza e Belém, ou petroleiros em regiões como Sergipe.
“Esse dia marcou a entrada da classe trabalhadora nas paralisações, com os seus próprios métodos de luta, e para dizer em alto e bom som ao governo Dilma que os trabalhadores não agüentam mais ser empurrados com a barriga”, afirmou José Maria de Almeida, o Zé Maria, da direção da CSP-Conlutas. Para Zé Maria, as manifestações são contra o governo Dilma e os demais governos, tanto estaduais como municipais.
"Queremos as mudanças que nosso país precisa fazer e que o povo precisa para ter uma vida digna, nada menos do que isso nós vamos aceitar".  Zé Maria atacou a atual política econômica do governo, que privilegia o pagamento da dívida pública em detrimento de investimentos à saúde e educação. “Se o governo mantiver esse modelo econômico, a gente tem que fazer uma greve geral nesse país, porque esse dia de hoje é apenas um primeiro passo, se o governo não mudar, vamos fazer um, dois, três dias de greve geral”,defendeu. 

Dia de paralisações e lutas no Rio de Janeiro!

O 11 de julho no Rio de Janeiro



O dia começou bem cedo com os carteiros. Eles bloquearam desde as 4h a saída de caminhões do Centro de Operações Postais, principal unidade de distribuição localizada em Benfica, zona norte da capital. Ao menos 40 caminhões de entrega de Sedex ficaram parados na entrada do Centro de Operações.

Às 9 horas os petroleiros fizeram uma caminhada pelo centro da cidade exigindo, entre outras coisas, o cancelamento dos leilões do petróleo. Houve também paralisação de bancários, fechando agências bancárias no centro da cidade. Funcionários terceirizados da Secretaria Estadual de Saúde fizeram protesto em frente à Alerj. Há também uma ocupação em frente à prefeitura, que deve depois do ato seguir para o Palácio Guanabara.

Professores e funcionários da educação da rede pública municipal e estadual hoje fizeram uma assembleia, reunindo mais de 1.000 pessoas no Cine Odeon. Após um intenso debate, encaminhamentos apontam no sentido impulsionar as mobilizações conjuntas da classe trabalhadora e da juventude contra a política econômica do governo Dilma, fortalecer a luta contra Cabral e a construção da greve da rede municipal do Rio de Janeiro no segundo semestre.
 
Todos esses trabalhadores, somados aos estudantes, participam do ato que reuniu mais de vinte mil pessoas, saindo da Candelária e seguindo até a Cinelândia.

editado em 12/07/13, ás 00:49.

Milhares na Maré: solidariedade às famílias das vítimas e à comunidade

Por Miguel Malheiros

Uma chuva miúda ainda caía quando o ônibus se aproximava da passarela 9 da Av. Brasil, o local marcado para o ato. Era como se a natureza também quisesse fazer-se solidária à dezena de assassinados em uma incursão da Polícia Militar, do governador Sergio Cabral, na Maré. 

    Um policial aborda o piloto do ônibus e ordena: “não pode parar, só depois do mercado”. Aproveito e desço.
    Encontro companheiras e companheiros. Aí já estão professoras, professores, camaradas do PSTU, da CSP-Conlutas, do Movimento Mulheres em Luta, do Quilombo Raça e Classe, estudantes.

    A chuva pára. Aqui e ali já se ouvem algumas palavras de ordem. Denúncias do Cabral, da truculência da polícia, do apoio da Globo à ditadura, chamados à greve geral em 11 de julho. Em pouco tempo o ato encorpa, somos milhares.

    Começam as primeiras falas. E aí faltou sensibilidade para dar corpo à ideia de que a luta tem que expandir para além das fronteiras da comunidade, transformar-se em luta geral dos trabalhadores e do povo.

    Digo isso porque não garantiram a fala da CSP-Conlutas. A ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre); o MML (Movimento Mulheres em Luta) e outras organizações também não puderam falar. Todas estavam inscritas, mas não receberam autorização para subir no carro de som. Conseguimos garantir apenas a fala do SEPE-RJ. Mesmo assim os milhares de lutadores que vieram trazer sua solidariedade não arredaram pé do local.

    A pista lateral da Brasil, sentido zona oeste, é interditada. Faixas são penduradas na passarela. Pirulitos com os nomes das vítimas vão sendo erguidos, ao menos uma das vítimas tinha 16 anos. Penso, podia ser meu aluno.

     Espantosamente alguém no carro de som diz: “quatro dos mortos eram inocentes”. Como é? Fazemos um ato para admitir que a polícia do Cabral pode atirar e matar se a pessoa for suspeita de ser do “movimento”, do tráfico? Fazemos um ato para admitir que alguns eram culpados, mesmo sem um processo formal com direito à defesa? Se quatro eram inocentes não havia problema dos demais serem fuzilados? 

    Sempre é bom lembrar nesse país não existe pena de morte. Sempre é bom lembrar que a esse Estado capitalista que mata devemos negar sempre a pena de morte. Devemos negar sempre a redução da maioridade penal. Afinal, sem esses instrumentos foram 25 mortes em 30 dias. Entre as vítimas havia muito em comum, a maioria negros, pobres, moradores da comunidade.

    É fato: uma verdadeira indústria da morte está consumindo os filhos e filhas da classe trabalhadora. São os filhos e filhas da nossa classe que estão vertendo sangue, enquanto uns poucos enriquecem com o tráfico de drogas, irmão gêmeo do tráfico de armas e munições.

    São anos e anos dessa política de guerra às drogas. No Rio de Janeiro essa política deu um salto com a nomeação de Beltrame e com as UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora). Ora, se é pacificadora é porque haveria uma guerra. Em uma guerra matam-se os inimigos. Ataca-se militarmente seu território.

    O resultado prático das UPP’s é que muda a forma como o tráfico de drogas e armas é feito. Para os moradores ficam a militarização da comunidade, os toques de recolher, e ter de aturar todo dia a brutalidade do Estado, de seu aparato repressivo, a PM.

    Chega. É preciso inverter essa lógica que de fato criminaliza a pobreza. Os que enriquecem, aqueles que juntam montanhas de dinheiro com o tráfico de drogas, de armas e munição não estão nas comunidades. É preciso investigar o caminho desse dinheiro sujo com o sangue dos nossos mortos e meter na cadeia os que organizam essa lucrativa indústria da morte. É necessário meter na cadeia os banqueiros que financiam este negócio terrível. Os bens que eles tenham construído explorando essa indústria da morte, devem ser confiscados. Uma boa fórmula é utilizar essa riqueza em clínicas para recuperação de dependentes e campanhas de esclarecimento quanto ao uso das drogas.

    Porém estas medidas devem vir acompanhadas da legalização do comércio e a descriminalização do uso de drogas. A criminalização facilita a corrupção no aparelho estatal, em especial no aparelho policial. A criminalização interessa para os que lucram verdadeiramente com essa indústria. 

   Descriminalizar o uso, legalizar o comércio e estabelecer o monopólio estatal é atacar de frente os interesses dos banqueiros e dos industriais do tráfico de drogas, de armas e munições.

    Tais medidas, em um primeiro momento, podem aumentar o consumo. Elas devem vir acompanhadas da criação de clínicas de recuperação e de campanhas pesadas de esclarecimento sobre o uso e a dependência química, de forma a alcançar resultados parecidos comas campanhas contra o tabagismo.

    Como nos gigantescos atos dos últimos dias, cartazes de cartolina feitos à mão foram erguidos. Em um deles se lia: “Quem policia a polícia?” Desde o carro de som agitaram: “Estado que mata nunca mais”.

    Só é possível policiar a polícia se tivermos uma polícia para defender os trabalhadores e o povo, e não para atacá-los. O Estado que mata é o Estado capitalista, onde a polícia existe para defender os interesses dos ricos e poderosos, os interesses da burguesia.

    É preciso desmilitarizar a polícia, extinguindo a Polícia Militar. Os delegados, os chefes da policia devem ser eleitos. Os policiais devem ter direito de sindicalizar-se, o direito a fazer greves. Devem ter o inalienável direito de não cumprir ordens que signifiquem atacar os trabalhadores e o povo.

Em que tipo de Estado vivemos?

   “Estado que mata nunca mais”? Só é possível concretizar esta consigna se pensarmos em termos de: Estado CAPITALISTA que mata nunca mais!

    Enquanto vivermos sob um Estado dos ricos e poderosos, em um Estado burguês, um Estado capitalista, os trabalhadores, o povo pobre vai ser morto, vai ser atacado pelo Estado.

    É assim em nossas comunidades. É assim com o povo indígena. Foi assim no Pinheirinho. Nos atacam quando lutamos contra o aumento das passagens, quando lutamos pela reeestatização do Maracanã, quando fazemos greves. 

    Precisamos começar a pensar em termos de destruir esse Estado dos ricos e poderosos. Em termos de destruir este Estado burguês e construir outro Estado, um Estado de outra classe social, um Estado dos trabalhadores, um Estado operário.

    Os primeiros momentos dessa reflexão, que esse Estado não é nosso, é dos ricos e poderosos, e esse Estado nos ataca e nos mata já começam a aparecer.

    Os últimos atos gigantescos Brasil afora tiveram muitos e muitos pontos positivos, também no que se refere à consciência política: o combate aos governos e a experiência com o aparato repressivo. Começa a avançar também a experiência que os partidos não são todos iguais.

    As traições do PT, com os governos desse partido se colocando a serviço dos ricos e poderosos, privatizando hospitais, privatizando o petróleo, liberando os transgênicos; as alianças que o PT faz – o vice-presidente da República é do PMDB, mesmo partido do governador Sergio Cabral, governo do qual o PT faz parte, assim como faz parte da prefeitura de Eduardo Paes etc. Estas experiências geraram uma desilusão que levou muitos a pensarem que os partidos são iguais.

    Que essa desilusão com o PT tenha se transformado em desprezo é compreensível, mas a ideia de que todos os partidos são iguais precisa ser enfrentada, trata-se de uma ideia perigosamente errada, e foi usada pelos neonazistas e fascistas. 

   Entre os que gritavam “sem partido” nos atos, estavam também lutadores honestos, que querem realmente construir um mundo mais justo e igualitário. Muitos desses gritavam expressando seu desprezo pelos partidos tradicionais, entre eles o PT. Mas, ao colocar um sinal de igual entre todos os partidos, ou seja, igualando PSDB, DEM, PMDB, PT, e outros, com os partidos da esquerda que se reivindicam socialistas, tiveram, na prática, a mesma palavra de ordem que os fascistas; fizeram, na prática, uma frente única com os neonazistas. 

    Em vários dos atos país afora, muitos dos que gritavam “sem partido” o faziam enrolados em bandeiras verde-amarelas, gritando coisas como: “minha única bandeira é a bandeira do Brasil”. Entre eles estavam os neonazistas. É pouco provável que esse nacionalismo antipartidário se proponha a lutar pelo fim dos leilões do petróleo, ou pela anulação da Reforma da Previdência comprada com a grana do mensalão. Trata-se de uma consciência reacionária que também se expressou nas manifestações.

    No terreno prático esta ideia (sem partido) se materializou na intenção de bandos neonazistas junto com policiais infiltrados de tentarem expulsar fisicamente partidos de esquerda, sindicatos, entidades estudantis, dos atos. Tentaram tomar bandeiras, agrediram e chegaram a ferir gravemente pessoas.

Que desabrochem as flores e os frutos das manifestações

   Porém as sementes qualitativas dos atos da Copa das Manifestações começam a brotar. Aproximando-se o que seria o fim do ato, desde o carro de som começou a se ouvir os primeiros acordes do hino nacional. Uma coluna composta basicamente por jovens, por centenas de jovens, alguns com tambores, que há tempos mostrava seu ânimo, solidariedade e disposição de luta, atravessa a manifestação gritando e cantando em uma só voz, em meio ao hino nacional: “Chega de ironia, esse Estado mata pobre todo dia!”

    Qual estado mata pobre todo dia? O Estado capitalista. Essa é uma das razões que precisamos de outro tipo de Estado, precisamos de um Estado onde os trabalhadores e o povo são quem manda.

    Esses primeiros brotos precisam ser cultivados. O calor e a luz das lutas vão fazê-los desabrochar. Certamente tentarão sufocá-los com tiros, bombas, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, mas é possível que isso os torne mais fortes. Tentarão curvá-los, desviá-los com boatos de golpes, com discursos pela unidade, escondendo a unidade com o inimigo, mas é possível que isso os torne mais conscientes.

    A entrada em cena dos setores organizados da classe trabalhadora, nesse momento a greve geral de 11 de julho, pode ser um bom adubo para ajudar nesse desenvolvimento. E aí, é possível que o futuro nos dê flores e frutos.

4 de julho de 2013

11 de julho é dia de greves, paralisações e manifestações de rua

Nosso país está sendo sacudido, nas últimas semanas, por grandes manifestações de rua. O povo está indo às ruas, juventude à frente, para cobrar dos nossos governantes solução para as mazelas que afligem a vida de todos: além do transporte, saúde, educação, moradia, inflação, violência policial, corrupção, desmandos dos políticos, entre muitas outras. A classe trabalhadora brasileira precisa ocupar o seu lugar nesta luta, entrar nela com todas as suas forças, de forma organizada, e em defesa de suas reivindicações. Somos parte das manifestações que estão nas ruas, apoiamos suas bandeiras. Precisamos com nossa ação, fortalecer esse processo de lutas e agregar às bandeiras das ruas, as reivindicações da nossa classe.  

O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais – além da CSP-Conlutas, a Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB – como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações:  
- Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos; 
- Mais investimentos na saúde e educação pública;
- Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias; 
- Redução da jornada de trabalho; 
- Fim dos leilões das reservas de petróleo;
- Contra o PL 4330, da terceirização;
-  Reforma Agrária   

Além destas bandeiras, definidas unitariamente, cada setor deve agregar outras, relacionadas à sua situação concreta. Tudo deve ser feito para fortalecer as possibilidades de mobilização da base para participar deste dia de greves e manifestações.  

De quem vamos cobrar o atendimento destas reivindicações?
Muitas das reivindicações dos setores que representamos serão cobradas dos patrões diretamente, nas campanhas salariais ou fora delas. No entanto, a maior parte dos problemas que afetam a classe trabalhadora foram causados pelas decisões dos governo e dependem de decisões do governo federal, e também dos governos estaduais e municipais, para serem solucionados.   É para cobrar destes governos, portanto, que faremos greves e manifestações no dia 11 de julho.

O governo Dilma tem demonstrado muita disposição quando se trata de atender aos interesses das grandes empresas e dos bancos. Pois queremos que atenda reivindicações dos trabalhadores.  Os dirigentes do Congresso Nacional estão dizendo que estão atentos à cobrança das ruas. Pois bem: queremos que seja colocado em votação a derrubada do veto à lei que acaba com o fator previdenciário; queremos que seja arquivado o PL 4330 (das terceirizações) e o PL 092 (que permite privatizar o serviço público).  

| Enrolação, não! |
A presidenta Dilma tem dito que está ouvindo a cobrança dos manifestantes. Mas, ao invés de apresentar solução concreta para os problemas da saúde, da educação, da moradia, do transporte, aparece com uma proposta de Reforma política e de Plebiscito. Nós achamos que o sistema político brasileiro, dominado pela corrupção, precisa sim mudar, pois não representa o povo brasileiro. Mas nem por isso vamos aceitar que nos vendam gato por lebre, trazendo este assunto à tona desta forma, apenas para fugir de atender nossas demandas.

Se a solução é plebiscito, por que então não convocar um plebiscito para que o povo decida se o país deve ou não aplicar 10% do PIB na educação pública, já? Por que não perguntar no Plebiscito, o que o povo acha de o país destinar metade do orçamento federal ( 750 bilhões de reais no ano passado) para banqueiros e grandes especuladores, sob a forma de pagamento de uma dívida que ninguém sabe se existe? Por que não perguntar no Plebiscito se o povo é a favor de leiloar as reservas de petróleo que o país tem, para as empresas privadas estrangeiras? Agora, Plebiscito para que os mesmos políticos e partidos que sempre dominaram a política brasileira definam como é que vão continuar dominando, não tem nenhum sentido. Se fosse Plebiscito para mudar mesmo, porque então não perguntar se o povo é a favor, sim ou não, de que o salário de um deputado, senador, presidente da república, seja igual ao salário de um professor? Se o povo é a favor, sim ou não, da revogabilidade do mandato do político que não cumprir seus compromissos de campanha?

Só a luta vai garantir o atendimento de nossa reivindicações   Precisamos realizar um grande dia de protesto em todo o país no dia dia 11 de julho. Todos devem participar da luta, com greves, paralisações e manifestações de rua. Vamos cobrar dos governos e dos patrões o atendimento das reivindicações dos trabalhadores. 

Fonte: CSP-Conlutas

Protesto no Rio contra os gastos da Copa e a privatização do Maracanã reúne 5 mil

Da redação 

Manifestação no dia da final da Copa das Confederações também denunciou as remoções e a criminalização das lutas sociais

 
   Uma manifestação contra a privatização do Maracanã e os gastos públicos com a Copa reuniu cerca de 5 mil pessoas nesse dia 30 no Rio de Janeiro, dia da final da Copa das Confederações. O protesto, convocado pelo Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, reivindicou a anulação da privatização do estádio, o fim das remoções e os despejos forçados, além de mais recursos para a saúde, educação e os transportes, incluindo o passe-livre. O ato contou com a participação de partidos de esquerda, como o PSTU, além de entidades e organizações do movimento sindical e popular.
   A passeata partiu da Praça Saens Peña em direção ao Maracanã, passando pelas ruas São Francisco Xavier e Haddck. A polícia antecipou o bloqueio realizado nas proximidades do estádio e impediu que os manifestantes passassem. O centro da cidade e as redondezas do estádio amanheceram completamente sitiados pela polícia e soldados do Exército. Mesmo assim, porém, os organizadores da manifestação impediram qualquer provocação por parte da polícia e não houve confrontos.



   No caminho, a população demonstrava apoio aos manifestantes, com palmas e chuvas de papel picado. Uma enorme faixa, carregada pelos manifestantes e pendurada no alto de um prédio dizia "Unfair Players: Fifa, Police, Cabral, Paes" (em português "Jogo sujo: Fifa, Polícia, Cabral, Paes). A manifestação terminou na Praça Afonso Pena, Zona Norte da cidade.

“Após a vitória contra os aumentos das passagens continuamos nas ruas por saúde, transporte e educação", afirmou Júlio Anselmo, da juventude do PSTU. "Os pactos, Dilma, não vão resolver os nossos problemas, nós temos que continuar nas ruas mobilizados na defesa da educação e da saúde pública, contra a privatização do Maracanã e em defesa do petróleo brasileiro, para conquistarmos um país melhor", disse, se dirigindo à presidente.

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Vídeo: Júlio Anselmo, da Juventude do PSTU, no ato