O Rio de Janeiro Parou: Ato contra o aumentos das passagens reúne 10 mil manifestantes
Da redação local
A partir das 17:00h milhares de estudantes e jovens trabalhadores começaram a se concentrar na Candelária, local definido para o início da 2ª- passeata contra o aumento das passagens no Rio de Janeiro.
Era visível a alegria dos lutadores que a cada minuto percebiam que aumentava a presença de mais trabalhadores e jovens estudantes na concentração, era a certeza de que seria um final de tarde inesquecível.
Quando a marcha deixou a concentração, neste momento os quase dez mil manifestantes: a primeira vitória! Milhares de manifestantes fecharam todas as pistas da avenida Rio Branco, obrigando a Polícia Militar e a Guarda Municipal a recuarem da tentativa de impedir a ocupação da principal avenida da cidade. Uma grande demonstração da força da mobilização.
A cidade do Rio parou!
As bandeiras vermelhas, os cartazes contra o aumento e as faixas triunfaram, a cada quadra a população demonstrava simpatia pelo movimento tiveram a certeza de que governador Cabral e Eduardo e o prefeito Paes do Rio sofreram a primeira derrota.
As bandeiras vermelhas, os cartazes contra o aumento e as faixas triunfaram, a cada quadra a população demonstrava simpatia pelo movimento tiveram a certeza de que governador Cabral e Eduardo e o prefeito Paes do Rio sofreram a primeira derrota.
Depois a marcha seguiu pela avenida Rio Branco. Do alto dos prédios vinha apoio dos papéis picados, que aumentava mais ainda a satisfação e a certeza de que estávamos corretos. Em cada ponto de ônibus, a população interagia com a passeata, aderindo ou manifestando solidariedade. Os sindicatos (Petroleiros, Comerciários de Nova Iguaçu, Sepe, Sindsprev e Sindiscope, entre outros) e centrais, como a CSP Conlutas, se fizeram presentes. Além de oposições sindicais e movimentos populares, a Anel e diversas entidades estudantis de luta também compareceram.
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| Adesivo distribuído pelo PSTU |
O PSTU se fez presente desde a preparação do ato e com uma expressiva coluna de militantes e simpatizantes agitou, além das suas tradicionais bandeiras vermelhas, faixas exigindo a libertação dos manifestantes presos em São Paulo e a redução das passagens. Os adesivos do partido denunciando o aumento das passagens e o ditador Cabral, distribuídos aos milhares, rapidamente eram colados no peito pela população.
O ponto alto da manifestação aram as palavras de ordem cantadas ao mesmo tempo por milhares de vozes. Algumas das mais cantadas foram “acabou o amor isso aqui vai virar a Turquia” e “não é a Turquia, não é a Grécia é o Brasil saindo da inércia”. Também foram ouvidas músicas críticas aos gastos com a copa também, ao governador e a presidenta Dilma.
Nesse clima alegre e combativo a passeata seguiu até a Cinelândia e diante do impasse se terminava ali ou prosseguia, houve uma votação que decidiu ser melhor continuar até a Assembléia Legislativa do Rio (Alerj), onde foi feito um ato de encerramento com milhares de presentes.
Para nós do PSTU o resultado desta marcha sem sombra de dúvidas é que podemos afirmar que ganhamos esta batalha. A população do Rio ficou ao lado dos manifestantes, apesar do deprimente papel da grande imprensa que durante dias estimulou a repressão da policia e tentou jogar os trabalhadores contra a manifestação.
Mostramos aqui no Rio, assim como em São Paulo , que sem dúvida nenhuma, este movimento se fortalece a cada passeata e que mesmo a maior a repressão não nos calará. Mostramos que esta luta não é apenas pela redução da passagem, mas sim contra a alta dos preços e o endividamento das famílias, pela garantia dos nossos direitos e também contra a repressão criminosa dos governantes.
Não temos dúvida que a próxima será maior! E como entoavam as palavras de ordem cantadas na marcha, seguiremos o exemplo da Turquia!
Leia mais sobre os atos do dia 14/06:
(13/06, 5a feira) Dia Nacional de Luta contra os aumentos de passagem: No Rio de Janeiro concentração a partir das 17 horas na Candelária.
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| Adesivo do PSTU na campanha contra os aumentos |
Nesta quinta-feira, 13 de junho,
em todo o Brasil será realizado um Dia Nacional de Luta contra os aumentos de
passagem.
Em várias cidades do país, a
juventude e outros setores da classe trabalhadora brasileira estão está
protagonizando uma grande luta contra os abusivos aumentos nas passagens nos
transportes públicos e que estão sendo
brutalmente reprimidos pela tropa de choque das polícias militares a mando de
governadores e prefeitos.
Em Porto Alegre, a força da
mobilização de milhares de estudantes e trabalhadores conquistou a revogação do
aumento. Em Natal, no ano passado, os estudantes também conseguiram barrar o
aumento.
Neste ano, houve novas
mobilizações na capital do Rio Grande do Norte que fizeram a prefeitura recuar
na sua proposta inicial de aumento. Em Teresina (PI), após 5 dias de protestos,
o reajuste da passagem foi suspenso por 30 dias.
Estes exemplos mostram que é
possível conquistar vitórias e derrotar os aumentos impostos, por isso nós do
PSTU nos solidarizamos e nos inserimos nesta esta luta.
Na cidade do Rio de Janeiro o ato terá concentração a partir das 17 horas na Candelária.
15/6, sábado - Ato contra o Estatuto do Nascituro, no Posto 5 em Copacabana.
Leia a convocatória para o ato
"Esta semana o Estatuto do Nascituro foi aprovado na Comissão de Finanças. Ainda falta ser aprovado na Comissão de Justiça e no Plenário. Vamos sair às ruas para impedir que o Estatuto seja aprovado! A partir das 13h no Posto 5 em Copacabana, Rio de Janeiro.
Por que protestar contra o Estatuto do Nascituro?
O objetivo deste projeto é atribuir direitos fundamentais ao embrião, mesmo que ainda não esteja em gestação, dando-lhe o mesmo status jurídico e moral de pessoas nascidas e vivas. Ou seja, o embrião terá mais direitos que a mulher, mesmo quando for resultado de estupro. O projeto viola diretamente os Direitos Humanos e reprodutivos das mulheres, a Constituição Federal e a lei penal vigente.
Se uma mulher estiver em uma gravidez de ALTO RISCO, não será permitido o abortamento, caso o estatuto seja aprovado. Ou seja, ela pode MORRER por causa da gravidez, e não lhe será concedido o direito de viver.
Se uma mulher for ESTUPRADA, não será permitido o aborto. A proposta é que o estado pague a ela 1 salário mínimo caso ela engravide de um estupro, o que já vem sendo chamado de "Bolsa-Estupro". E será de responsabilidade apenas da mulher, lidar com problemas emocionais e psicológicos decorrentes de uma gravidez que foi fruto de uma violência sexual. Caso o pai (vulgo estuprador) seja descoberto, terá que assumir a paternidade, pagar pensão (quando na realidade ele deveria estar preso) e não lhe serão negados os direitos sobre o filho, ou seja, a mulher é violentada e ainda terá que conviver com seu agressor, caso o criminoso assim deseje.
Não será permitido o abortamento (que hoje é legalizado) de gravidez de feto inviável (ex.: anencéfalos). A mulher terá que manter uma gravidez de um bebê que não tem chances de sobreviver após o parto.
Se uma criança ou adolescente for estuprada e engravidar (existem casos de pedofilia com crianças de 9 anos ou menos que engravidaram), não será permitido o aborto, mesmo que manter a gravidez custe a vida desta criança.
A aprovação do Estatuto do Nascituro só vai aumentar o caso de abortos clandestinos, e consequentemente vai aumentar o número de morte materna. A irresponsabilidade do Estado frente à essa questão demonstra o grande desinteresse pela vida das mulheres. Isso é genocídio!"
Data: , dia 156, sábado
Local: Copacabana - Posto 5
Horário: a partir das 13 horas
* Leia aqui o Boletim do Movimento Mulheres em Luta (MML) sobre o tema
* Leia aqui o Boletim do Movimento Mulheres em Luta (MML) sobre o tema
Não deixe de assinar a petição contra o estatuto:
O Estatuto do Nascituro
Decreto-lei nº 2.848
Lei nº 8.072
PELA GARANTIA DE UM ESTADO LAICO EM DEFESA DA VIDA DAS MULHERES!!!
Veja ou reveja programa semestral do PSTU exibido em rede nacional (11/6)
Leia Torço por um Brasil mais justo e tomo partido!
Leia também Uma história de mais de 30 anos junto à classe operária
Acesse aqui os arquivos do Jornal Opinião Socialista
Zé Luís e Rosa Sundermann: Dezenove anos de impunidade
No dia 12 de junho de 1994, Rosa Sundermann e José Luís Sundermann foram assassinados em São Carlos (SP). As autoridades policiais não apontaram um só suspeito pelo crime. Uma impunidade comum aos assassinatos de lutadores sociais no Brasil.
José Luís já era militante da Convergência Socialista (CS) desde 1978 na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), onde era funcionário. Nesta época também militavam na Ufscar Luis Carlos Prates, o “Mancha”, Ernesto Gradela e o Dirceu Travesso, o “Didi”, entre outros companheiros.
Rosa, além de sua companheira, atuava ao seu lado no dia a dia de sua militância. Ela tinha um reconhecimento tão grande na categoria que era como se dela fizesse parte. Tinham dois filhos, Duda e Raquel, que os acompanhavam principalmente durante a militância na universidade. Duda veio a falecer um ano após a morte de Zé Luis e Rosa.
Zé Luís era reconhecido como o mais intransigente defensor das reivindicações da classe. Por isso, fez parte da diretoria que ganhou o sindicato dos funcionários em 1986, onde permaneceu até seu assassinato, em 1994. Neste período também fez parte da direção nacional da Fasubra (sindicato nacional dos trabalhadores das universidades federais).
Greve contra usineiros
Em 1993, uma das principais atuações do casal foi nas greves dos cortadores de cana e dos catadores de laranja da região de Descalvado (SP). Em agosto de 1990 já haviam ajudado a organizar a greve na Usina Ipiranga Açúcar e Álcool. Na ocasião, chegaram a ser presos pela PM que, na época, atuava como se representasse os usineiros. Intervieram, inclusive, nas assembleias dos trabalhadores e nas mesas de negociação na Delegacia do Trabalho de São Carlos.
Rosa, nesta época, foi também uma das principais dirigentes da greve dos apanhadores de laranja da região de Tabatinga. A casa deles era onde aconteciam as reuniões do comando de greve dos cortadores de cana e, por várias vezes, era vista a presença de viaturas da Polícia Militar.
José Luís e Rosa Sundermann: presentes!
No dia 12 de junho de 1994, Rosa e José Luís foram assassinados em São Carlos. As autoridades policiais não apontaram um só suspeito pelo crime. Uma impunidade comum aos assassinatos de lutadores sociais no Brasil.
Quando morreram, estavam militando no recém-criado PSTU e atuavam nas lutas na região, enfrentando grupos políticos e oligarquias, como os usineiros.
Ambos foram mortos com tiros na cabeça. Somente assassinos frios e calculistas invadem uma casa na calada da noite, de maneira silenciosa, sem que os vizinhos vejam ou ouçam nada, e matam com tal precisão e frieza. Nada foi roubado da casa, sequer talões de cheque ou cartões de crédito.
O assassinato destes combatentes revolucionários somente interessaria aos ricos e poderosos da região, os mesmos que costumam contratar o tipo de assassinos utilizados nestes casos. São fazendeiros, latifundiários e agentes da repressão do Estado, que se acostumaram à impunidade.
Denúncia
Em 14 de março de 2005, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) recebeu a petição que denunciava a responsabilidade internacional do Brasil pelo assassinato de Rosa e José Luís, e pela negligência na investigação policial sobre o duplo homicídio.


