Continua a greve unificada da educação no Rio

Por Dirley Santos, redação Rio

Assembleia lotada decide pela continuidade da greve unificada
















No dia em que completaram 10 dias em greve cerca de 3 mil profissionais de educação das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro decidiram em uma lotada assembleia, realizada no Clube Hebraica (Zona Sul do Rio), pela continuidade da sua greve unificada da categoria.
A categoria segue exigindo a imediata abertura de negociação tanto por parte do governador Luiz Fernando Pezão quanto do prefeito Eduardo Paes (ambos do PMDB). Foi decidido também que a próxima assembleia será no dia 30 de maio (sexta-feira), às 11h, em local a confirmar.

Passeata recebe apoio da população e de rodoviários
Educadores rumos aos palácios
Após deliberarem pelas próximas atividades (veja calendário em destaque) os educadores do Rio promoveram uma grande passeata até o Palácio da Guanabara, sede do governo do estado, e em seguida até o Palácio da Cidade, em Botafogo, sede da prefeitura do Rio.
A Polícia Militar procurou a todo momento dificultar o andamento da manifestação ora tentando controlar a passeata ora bloqueando totalmente as vias, principalmente a Avenida Pinheiro Machado. Ficou evidente que o objetivo da PM era não permitir que a categoria se aproximasse da frente do Palácio Guanabara.
Contudo durante todo o trajeto os educadores receberam um forte apoio da população, mesmo daqueles que estavam presos no congestionamento provocado pelo impasse com a PM. Inclusive um motorista rodoviário, demonstrando muita coragem e solidariedade, cruzou seu ônibus na pista em apoio aos manifestantes.
Finalmente depois de toda a confusão provocada pela truculência da PM e do governo uma comissão formada pela direção do Sepe e representantes da base conseguiu entrar e se reunir com Cláudio Marques, o chefe de Gabinete da Casa Civil.

Depois do Pezão, indo atrás do Eduardo Paes
Acabada a reunião com o chefe de Gabinete da Casa Civil a manifestação seguiu em direção ao Palácio da Cidade, em Botafogo. A PM novamente bloqueou a passagem por uma meia hora, impedindo os profissionais de se aproximarem.
Pela insistência dos manifestantes o acesso acabou liberado e os educadores conseguiram chegar até a frente do palácio, mas infelizmente não havia na sede nenhuma autoridade para receber uma comissão do Sepe. Mas a direção do sindicato informou que o prefeito Eduardo Paes se comprometeu a receber o sindicato na próxima quarta-feira, dia 28/05.
Para encerrar o dia de protesto e a longa marcha unificada os profissionais de educação em greve aproveitaram para realizar no local um ato público em defesa da educação pública. Afinal, a luta segue e já nesta sexta-feira, 23/5, ocorrerá um protesto durante audiência pública para discussão do orçamento da educação municipal na Câmara de vereadores.

Rolezinho para recepcionar a seleção
Como parte do seu calendário de greve os profissionais de educação deliberam pela realização de um “rolezinho da educação” no dia da chegada da seleção brasileira em Teresópolis, na próxima segunda-feira, dia 26/5. O objetivo é mostrar aos governos, a CBF e a Fifa que “Na copa vai ter luta!”.
A categoria está planejando uma recepção para a seleção, no aeroporto do Galeão, e depois a ida até a Granja do Comary, em Teresópolis, onde o elenco ficará concentrado. A preparação da atividade já conta com a adesão de centenas de pessoas, que estão confeccionando faixas e cartazes com dizeres contra os desmandos da copa, em defesa da educação pública e por melhores condições de vida e trabalho para os trabalhadores em geral.

Fortalecer as greves e unificar as lutas em todo o país

Apoio popular demonstra força da greve da educação
Educadores, garis, rodoviários, trabalhadores da construção civil e sem-tetos ... Assim como no Rio diversas categorias e movimentos sociais estão se mobilizando pelo país afora. Os trabalhadores e a juventude brasileira querem mudanças no país!
É este o contexto da preparação da jornada de mobilizações convocada para o dia 12 de junho, dia do primeiro jogo da Copa do mundo.
Vamos unir todas as lutas numa grande jornada de greves, ocupações e manifestações para exigir mudanças de verdade no país, com melhores salários, recursos públicos para atender as necessidades da população, o fim da violência policial e da criminalização da luta social.

Chega de privilégios e dinheiro para a FIFA, empreiteiras, bancos e grandes empresas nacionais e multinacionais! A mudança vem das ruas!
Fortalecer e unificar as lutas! 12 de junho é dia de greves, ocupações e manifestações de rua!

Todas e todos à IV Marcha contra a Homofobia!!!

Na Copa vai ter luta contra a homofobia! 
Dilma, Criminaliza, já!!!

Marília Macedo, Secretaria LGBT do PSTU do Rio de Janeiro

Em meio aos preparativos para a Copa do Mundo, no próximo dia 25 de maio, entrará em campo no Rio de Janeiro, mais precisamente, no Posto 6 da Praia de Copacabana a Torcida contra Homofobia na IV Marcha contra a Homofobia. São muitos os motivos para participar desta atividade. O “país do futebol” e sede da Copa é o campeão mundial em assassinatos por homofobia. De cada dez mortes por homofobia ocorridas no planeta, quatro acontecem no Brasil. Aqui uma pessoa é morta por homofobia a cada 24 horas.
Enquanto 30 bilhões saídos dos cofres públicos são investidos na Copa do Mundo, os serviços públicos vão de mal a pior e as políticas públicas de combate à violência e a homofobia, tão alardeadas pelo PT para ganhar os votos do movimento LGBT, não saíram do papel. De efetivo, nada foi feito para cessar a onda de violência e assassinatos homofóbicos que vem ocorrendo nos últimos anos em nosso país. O descaso dos Governos municipais, estaduais e Federal com os oprimidos faz com que a “taça do mundo” da violência contra os LGBTs seja nossa, além de tornar a homofobia um negócio altamente lucrativo para os exploradores da prostituição, das boates, saunas e grifes.
Motivos não faltam para os LGBT’s irem a luta. Assim tem sido, muita luta LGBT, desde o ano passado quando milhares tomaram as ruas para derrubar o homofóbico, racista e machista Marcos Feliciano da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara ou quando milhares somaram-se ao levante de junho para derrubar  o projeto de “Cura gay”. Por isso, o PSTU Rio entende que a IV Marcha contra a Homofobia será mais um importante momento da luta LGBT contra a homofobia e a violência, além de ser um momento para lembrar e comemorar o 17 de maio, dia em que a Organização Mundial de Saúde retirou da “Lista da Classificação Internacional de Doenças” a homossexualidade.

PSTU Rio convoca a todas e todos para IV Marcha contra a Homofobia!
 Seja parte desta Torcida contra a Homofobia!!!

- Aprovação imediata do PLC 122 abrangente, que criminaliza a homofobia!
- Aprovação imediata da lei da identidade de gênero!
- Chega de homofobia, transfobia, racismo e machismo!

Concentração às 12 horas no Posto 6 
da Praia de Copacabana – dia 25 de maio de 2014        

Nota de pesar: Companheiro Washington Costa, presente!

Washington na época em que presidiu a CUT-RJ
É com extremo pesar que recebemos a triste notícia que faleceu na madrugada desta segunda-feira (dia 19/5) o companheiro Washington Costa.
Washington sempre esteva presente nas lutas dos trabalhadores, defendendo o classismo e o socialismo. Em praticamente todas elas estivemos ombro a ombro, mesmo pertencendo a correntes políticas diferentes, seja no interior da Central Única dos Trabalhadores (CUT), seja no interior do PT (Partido dos Trabalhadores) onde enfrentávamos a direção majoritária que levou o PT e a CUT a traírem a classe trabalhadora brasileira.
Metalúrgico, participou das históricas lutas da década de 1980, chegando a presidir o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro e a integrar a executiva nacional da CUT. Sua militância também foi decisiva para a formação da CUT-RJ, onde chegou  a ser presidente na mesma gestão em que eu fui secretário-geral.
Atualmente era professor de Mecânica Automotiva no Cefet-RJ, atuando destacadamente nas recentes lutas e greves dos docentes federais e chegando a ser presidente da ADCEFET. Militante e dirigente do PSOL, sua relação conosco do PSTU sempre foi fraterna.
Seu falecimento nos atinge ainda mais por fazerem parte de nossas fileiras o seu filho Zé (Educação) e seus sobrinhos Nayara (Juventude) e Yuri (Correios).
O velório será realizado no cemitério Jardim da Saudade de Sulacap a partir das 17 horas de hoje e o enterro será realizado nesta terça-feira (dia 20/5), no mesmo local, às 11h.
Companheiro Washington, presente!
Cyro Garcia
Presidente Estadual PSTU-RJ

Rodoviários em luta param o Rio de Janeiro

 

Categoria passa por cima do sindicato e deflagra greve diante da intransigência dos patrões

Da redação Rio

Mais uma vez o Rio de Janeiro amanheceu paralisado. Após a vitoriosa paralisação do dia 7 de maio, a categoria rodoviária se viu fortalecida para continuar sua luta. Depois de confirmada a notícia de que a patronal se recusou a negociar com os trabalhadores durante a audiência de conciliação no TRT, o rodoviários aprovaram greve de 48hs para os dias 13 e 14 e assembleia no dia 15.

Na pauta de reivindicações segue a luta pelo fim da dupla função motorista-trocador; pela jornada de trabalho de 6 horas diárias; por salário de R$ 2.500,00 para motoristas, R$ 1.400,00 para trocador e reajuste de 40% para demais funções; e por cesta básica de R$ 400,00.

A força da mobilização foi sentida na passeata de ontem à tarde no centro do Rio e nos piquetes organizados durante a madrugada. A categoria se mostrou unida e conseguiu uma paralisação superior á do dia 7 de maio, quando mais de 70% dos rodoviários cruzaram os braços.

Derrotar a intransigência e a repressão dos patrões com a solidariedade dos trabalhadores.

Desesperada com a força da greve, a patronal está apelando para a repressão dos trabalhadores. Em Campo Grande um grupo de milicianos circulou pelas garagens e espancou um trabalhador. A PM também atacou grevistas e a imprensa, e vários rodoviários foram presos.

A repressão acontece porque os governos e os patrões estão vendo que a greve é forte e vitoriosa. Neste momento é preciso construir um amplo apoio aos rodoviários entre os trabalhadores de todas as categorias. Assim como aconteceu com os garis, o apoio da população e a força da greve vão derrotar a repressão.

Além disso, exigimos do prefeito Eduardo Paes que se posicione diante da greve. As empresas de ônibus são concessionárias de um serviço do município e além de prestarem um péssimo serviço à população tratam seus funcionários como escravos. O prefeito é responsável por esta situação e deve se posicionar para que a reivindicação dos rodoviários seja atendida.

Um programa socialista para os transportes

A greve dos rodoviários expõe novamente o problema dos transportes públicos no Rio de Janeiro. O serviço de transporte é feito por empresas privadas que visam apenas o lucro e que funcionam como verdadeiras máfias, sem nenhuma transparência. Para resolver o problema do transporte é preciso estatizar o serviço de ônibus, trens, barcas, metrô e bondes, colocando sua gestão sob o controle dos trabalhadores e usuários do transporte.

Sem a necessidade de gerar lucros astronômicos para meia dúzia de empresários gananciosos o transporte público e estatal pode priorizar a qualidade do serviço e das condições de trabalho, atendendo as reivindicações dos rodoviários e avançando para a tarifa zero no transporte.

Na Copa vai ter luta! Unificar as greves no 15M!

Durante as passeatas dos rodoviários se ouviu um recado: “Se não tiver aumento na Copa não tem busão”. Os trabalhadores de todas as categorias estão revoltados com os gastos astronômicos para beneficiar a FIFA e as empresas com a Copa do Mundo. Queremos dinheiro para saúde, educação, transporte, moradia e emprego.

Várias categorias de trabalhadores já estão em luta neste momento, como é o caso do funcionalismo federal, dos professores do Estado e do Município e os rodoviários. É preciso unificar estas lutas, fortalecendo-as. A CSP-Conlutas impulsionou, junto com outras entidades, o “Encontro Nacional Na Copa Vai Ter Luta”, que apontou pro dia 15 de maio uma jornada nacional de mobilizações. Será uma grande oportunidade para que a classe trabalhadora mostre sua força e prepare as vitórias das campanhas salariais e da luta por direitos.

Rodoviários em luta realizam coletiva com a imprensa para explicar os motivos da greve no Rio

Mais de 30 profissionais de imprensa estiveram presentes
a coletiva. Na mesa: Dr Jorge Bulcão, Dra Isabela Blanco,
Luis Fernando (membro da categoria), Renato Gomes (pela
executiva estadual da CSP-Conlutas), Maura (cobradora) e
Helio Freire (motorista). Foto: Rodrigo Noel.
Por Dirley Santos, do Rio de Janeiro

   Ocorreu na tarde desta terça-feira, 15/5, na sede da CSP-Conlutas-RJ uma coletiva de imprensa de representantes de uma comissão de base dos trabalhadores rodoviários em greve e com a direção e a assessoria jurídica da CSP-Conlutas/RJ sobre a paralisação de 48 horas dos rodoviários da capital fluminense que teve início desde à meia-noite de hoje.

   A comissão de base, representada pela cobrada Maura e pelos motoristas Hélio e Luis Fernando, relatou as péssimas condições de trabalho que têm provocado o adoecimento da categoria, onde motoristas são obrigados a conduzirem ônibus mesmo sofrendo de vertigens; é constante o assédio moral pelas empresas de ônibus, com ocorrência de ameaças e agressões físicas por parte de “capatazes”, há falta até mesmo de banheiros. 

   A comissão de base externou ainda a revolta da categoria com a condenação judicial sobre apenas 4 membros da categoria e reivindica que o Ministério Público (MP) investigue a relação entre a Rio Ônibus, a Fetranspor e o sindicato da categoria. A comissão de base denunciou as ameaças que parte da categoria tem sofrido por milicianos na Zona Oeste e dos estranhos dados sobre ônibus depredados que foram fornecidos apenas pela patronal.

   Infelizmente alguns profissionais de imprensa insistem em falar sobre o mínimo de 30% de ônibus circulando. Os advogados que estão assessorando a categoria dos rodoviários confirmam a legalidade da greve e das comissões de base das categorias que se rebelam contra suas direções sindicais, como ocorreu com os garis recentemente. Informaram ainda que a Justiça foi rápida para criminalizar a lutas, mas é lenta na resolução das demandas trabalhistas, já que o dissídio da categoria ainda não foi julgado.

   Os advogados denunciaram ainda as detenções arbitrárias sob acusação de depredação e esclareceram que todos os que conseguiram apoio jurídico já foram liberados por absoluta falta de provas.

   Apesar da repressão da patronal, da criminalização da Justiça e do Estado, e das calúnias veiculadas na imprensa os rodoviários se mostram dispostos a negociar. Se solidarizam com a população pelos transtornos e responsabilizam a intransigência da patronal e do sindicato em negociar.

   Por fim, o representante da Executiva Estadual da CSP-Conlutas Renato Gomes denunciou que a exploração dos trabalhadores rodoviários se dá através do aumento do custo de vida que faz com que os salários percam seu valor de compra. Além disso, denunciou o risco que a implantação total da dupla função de motorista-cobrador trás aos rodoviários e à população como um todo.

   O PSTU tem dado, através de seus militantes, todo apoio e solidariedade aos trabalhadores rodoviários do Rio de Janeiro e exige o atendimento imediato de suas reivindicações. 

   A greve dos rodoviários se dá em um momento em que várias categorias também estão em greve como os servidores públicos federais e os profissionais de educação da redes públicas ou ou se mobilizando como os próprios policiais federais; por isso reafirmamos a necessidade de unificarmos todas a lutas que estão ocorrendo para que mostremos a Dilma, Pezão, Paes e patrões que agora e na copa vai ter luta!

Veja também: 

Atualizado as 18:42h.

Todo apoio aos trabalhadores rodoviários em greve no Rio

Foto: Thiago Hastenheiter
Da Direção

Definitivamente, os ventos de junho sopraram na classe trabalhadora organizada e nas favelas do Rio. Seguindo o exemplo dos garis, os rodoviários foram à luta e cruzaram os braços em uma greve de 24 horas deflagrada na tarde deste quarta-feira, 7 de maio.

Na pauta de reivindicações os grevistas exigem o fim da dupla função motorista-trocador; salário de R$ 2.500 para os motoristas, R$ 1.400 para os trocadores e reajuste de 40% para demais funções; cesta básica de R$ 400; e jornada de trabalho de seis horas.

É inadmissível que os motoristas trabalhem cerca de 12 horas por dia para sustentar suas famílias e ainda sejam obrigados a acumular a função de trocador por um salário miserável. A sede de lucro dos empresários dos transportes e a superexploração estão cobrando o seu preço. Segundo o próprio sindicato patronal Rio Ônibus, apenas 30% dos veículos estão circulando na cidade, e 325 foram apedrejados. Motoristas e trocadores estão apenas protestando contra anos de humilhação e mostrando quem faz a cidade funcionar.

Tudo começou quando o sindicato pelego (filiado à UGT), que diz representar os trabalhadores rodoviários, assinou um acordo coletivo rebaixado sem consultar a categoria. Tornam-se cada vez mais frequentes as rebeliões de base que atropelam suas direções. Foi assim nas greves dos garis, dos operários do Comperj e em diversas obras do PAC pelo país. A CSP-Conlutas, por sua vez, está na greve dos rodoviários apoiando incondicionalmente sua luta e não descansará um só minuto para que a vitória seja alcançada.

A aliança da mídia oficial com os governos e o sindicato pelego para tentar desmoralizar a greve cairá por terra. O apoio da população aos grevistas é emocionante por um motivo muito simples: ninguém aguenta mais pagar R$ 3 por um serviço de péssima qualidade. Todos os dias a população é refém de ônibus superlotados, que demoram horas para chegar aos pontos, e transportam os passageiros sem nenhuma segurança. São horas num trânsito infernal numa cidade em colapso.

Agora chega! As contradições geradas pela Copa do Mundo abriram os olhos de nossa classe para as injustiças sociais. Ninguém está mais disposto a tolerar a farra dos empresários. O transporte rodoviário do Rio está nas mãos de famílias burguesas mafiosas, que contam com a total colaboração do prefeito Eduardo Paes, do governador Pezão e com a cumplicidade da presidente Dilma Rousseff.

Para solucionar a crise do transporte rodoviário o PSTU defende o atendimento a todas as reivindicações dos trabalhadores rodoviários; a ampliação da frota de ônibus para melhor atender a população; a criação de novas linhas de ônibus para alcançar as áreas da cidade onde o serviço não chega; tarifa zero à toda população; estatização das empresas de ônibus sem nenhuma indenização às famílias mafiosas.

Um último recado aos poderosos: na Copa vai ter luta! Nunca mais duvidem da força da classe trabalhadora.

1º de maio combativo e classista!



por Rodrigo Barrenechea

   Aproximadamente 400 pessoas caminharam pela Avenida Brasil, na zona norte do Rio de Janeiro, no ato de Primeiro de Maio convocado pela Plenária de Movimentos Sociais. Os manifestantes protestaram contra a ocupação militar das comunidades pobres, por mais investimentos em saúde, educação e moradia e apresentando uma alternativa classista e combativa para a classe trabalhadora. A passeata concentrou-se num dos acessos ao Complexo da Maré, em frente à Fiocruz, e caminhou por cerca de 1 Km, até a Passarela 7 da Avenida Brasil. Chegando lá, sindicatos, movimentos sociais e de juventude, e partidos políticos falaram por uma forma diferente de se tratar a pobreza no país, sem assistencialismo e sem repressão policial.

   Este ato teve grande importância não apenas por se realizar na Maré, comunidade ocupada pelas Forças Armadas, mas por se colocar como alternativa aos eventos das principais centrais sindicais, como a CUT ou a Força Sindical, que fazem "festas" com shows de artistas e sorteios. Desta forma, a data perde todo seu caráter de luta da classe trabalhadora, transformando-se num palco para apoiadores ou opositores do governo Dilma, que por fim buscam apenas aperfeiçoar o capitalismo e a exploração social.  


Agora, é preparar o dia 15 de maio, primeira data das jornadas de luta que antecedem os protestos durante a Copa do Mundo.