Versos: Somos Todos Amarildo!

"Onde está Amarildo é o grito que não vai ser calado no Rio e no Brasil até que surja a verdade."

Assista emocionante vídeo-poesia de Atnágoras Lopes, operário da construção civil e membro da coordenação nacional da CSP-Conlutas.

Uma polêmica com os “Black Blocs”.

A verdadeira ação revolucionária é a ação das massas, não a de pequenos grupos

As mobilizações que sacodem o país desde junho trouxeram também novos debates para o movimento. Um deles tem a ver com a ação dos “Black Blocs”, presentes com freqüência nas passeatas. Seus integrantes se vestem de negro e usam máscaras para dificultar sua identificação pela polícia. Esses grupos atraem ativistas pela radicalização dos seus métodos de ação, como as depredações de bancos e lojas.
As greves e manifestações de ruas são o caminho pelo qual a classe trabalhadora e a juventude podem mudar o país e garantir as transformações sociais necessárias. Neste sentido, discordamos das ações vanguardistas por parte de grupos que se aproveitam das mobilizações para aplicar seus métodos, descolados do movimento.
Antes de tudo, queremos reafirmar que defendemos os ativistas desses grupos contra a repressão policial, como o fazemos com todos os que participam das mobilizações. A origem da violência é a exploração capitalista e a repressão da polícia.
Mas queremos dizer, com clareza, que as ações desses grupos nos parecem completamente equivocadas. Os “Black Blocs” defendem a “propaganda pela ação”. Ou seja, defendem a utilização do método das depredações das fachadas de bancos, empresas, lojas de grifes e tudo o que simboliza o capitalismo porque, assim, estariam enfraquecendo o sistema. 
Nós, do PSTU, não temos nenhum apreço por essas instituições. Muito pelo contrário. Mas, consideramos que esses métodos não enfraquecem os grandes empresários. Ao contrário, lhes dão um argumento para jogar a opinião pública – e muitos trabalhadores – contra as manifestações e, assim, preparar a repressão. Sua “ação direta” é típica de setores de vanguarda, descolados das massas, que terminam por fazer o jogo da direita, justificando a repressão.
Enfrentar a polícia ou ajudar a repressão?
Nas grandes mobilizações, houve momentos em que milhares de pessoas se defenderam como puderam dos ataques violentos da polícia. Naturalmente, acreditamos que essas atitudes foram totalmente legítimas.

Os “Black Blocs”, porém, têm uma ação distinta. Entram nas passeatas e, sem que tenha havido qualquer deliberação por parte dos manifestantes ou dos grupos que organizaram o protesto, atacam de forma provocativa a polícia, que reage, sistematicamente, reprimindo e muitas vezes acabando com as mobilizações. Agem como provocadores da repressão policial, tendo sido responsáveis, muitas vezes, por acabar com várias passeatas. Foi o que aconteceu no Rio de Janeiro, nas últimas manifestações pelo “Fora Cabral”. 
Também foi claramente comprovado pelos episódios no Rio de Janeiro que esses grupos sofrem com a infiltração de policiais provocadores, que se utilizam deles para acabar com as mobilizações. Foram amplamente divulgadas as imagens de dois policiais infiltrados saindo da manifestação e se identificando aos colegas. É muito fácil para um policial usar uma máscara, jogar um coquetel molotov contra a própria polícia, justificando a repressão
Mas se esses grupos, aparentemente radicais, são equivocados no que se refere ao método de ação, também possuem outra grave limitação: a falta de um programa revolucionário.

Momento em que 'P2' infiltrado em ato no Rio se identifica aos colegas policiais

Qual é o programa dos “Black Blocs”? 
Esses grupos são apenas “radicais” na metodologia. Não têm um programa revolucionário. Qual é o programa defendido pelos “Black Blocs”?  Isso não é respondido por nenhum dos portais ou comunidades nos quais eles estão agrupados.  Isso só pode ser explicado por um desprezo a qualquer programa, como se bastasse quebrar uma loja para derrotar o capital.

Os “Black Blocs”, evidentemente, não defendem a revolução socialista. Muitos de seus integrantes reivindicam o anarquismo, mas na verdade param na radicalização da democracia como horizonte político. Ou seja, no programa acabam sendo  moderados.
Não somos pacifistas 
Nós, ao contrário, não somos reformistas. Defendemos o programa da revolução socialista. Somos defensores da violência revolucionária como parte da luta das massas e não de grupos de vanguarda.

O PSTU defende a ação direta das massas porque não serão os acordos por cima ou as eleições que irão mudar o país. Entretanto, a verdadeira ação revolucionária é a ação das massas. E não de pequenos grupos. Foram as grandes manifestações de massas de junho que mudaram o país e não a depredações de fachadas e vidraças. 
Os métodos de luta e as ações radicalizadas das massas (como as greves, os piquetes, as ocupações de fábricas, de latifúndios, prédios públicos etc.) são muito mais eficazes e muito mais revolucionárias do que quebrar vitrines e lojas.  Assim como defender um programa de ruptura com os banqueiros, a suspensão do pagamento da dívida e a estatização sistema financeiro, para verdadeiramente destruir os bancos e acabar com a burguesia e o capital.
Não somos, nem nunca fomos pacifistas. Mas é a violência das massas, e não de um pequeno grupo, que poderá fazer a revolução. As ações desses pequenos grupos facilitam a repressão da polícia contra as massas nas passeatas.
É preciso deixar claro a inconsistência no programa e na ação desses grupos que, na verdade, são reformistas e radicais apenas na ação. Existem muitos ativistas sérios que se deixaram atrair pelos “Black Blocs” e já começaram a ver os problemas. Agora, é necessário que reflitam sobre isto.

Julio Anselmo

Onde está o Amarildo?

Essa pergunta tomou o Brasil. O sumiço do pedreiro Amarildo Dias, 47, pai de seis filhos e morador da Favela da Rocinha, se espalhou pelas redes sociais. No dia 14 de julho ele foi visto pela última vez sendo levado por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da região para prestar depoimento. Amarildo morava em um barraco de um cômodo e ganhava apenas R$ 300 para sustentar a família. Hoje, com o seu desaparecimento, sua família passa fome. Negro, pobre, pedreiro e favelado, esse caso tinha tudo para cair no esquecimento se não fossem os protestos nas ruas. 
O caso, porém, continua sem solução. “Estranhamente”, as duas câmeras instaladas na UPP da Rocinha falharam justo no dia em que Amarildo foi levado para a unidade. O resultado do sangue encontrado na viatura está sendo comparado com os filhos do pedreiro desaparecido e deve ser divulgado no dia 2 de agosto. Embora ainda não haja provas, porém, vai se tornando cada vez mais claro o que ocorreu de fato com o morador.
Sabemos que essas UPP’s, não estão mudando em nada a vida das comunidades. Trata-se de uma política de remoção a serviço do capital. As mortes continuam, agora pelas mãos da polícia.  “O sequestro de Amarildo por PM’s mostra muito bem como o governador Cabral trata os pobres. Esse é mais um argumento para a gente defender a saída do governador e colocar na ordem do dia discussão sobre a necessidade de se extinguir a Polícia Militar”, afirma Cyro Garcia, presidente do PSTU do Rio de Janeiro.
Cabral ditador
O desaparecimento de Amarildo ampliou o questionamento ao governador Sérgio Cabral (PMDB) que, diante das manifestações no Rio, vem vestindo outra roupagem que lhe cai bem: a de repressor aos movimentos sociais. A palavra de ordem “Cabral ditador” se espalhou com nunca.

Durante a visita do Papa, no último dia 23, um vídeo no Youtube mostrou a tática de Cabral em infiltrar policias nas manifestações. O plano era claro: infiltrar provocadores dentro das manifestações para jogar a opinião pública contra elas e incriminar manifestantes. Mas nem tudo saiu como o governador imaginava.

Campanha pelo aparecimento de Amarildo está até em Nova Iorque

 Além disso, Cabral ditador agora criou a Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas (CEIV). Segundo ele, a comissão investigará os manifestantes, ou seja, o objetivo é de, claramente, criminalizar os movimentos sociais. Essa comissão poderia, inclusive, quebrar sigilos telefônicos e de Internet no prazo de 24 horas, sem autorização expressa do poder judiciário, medida inconstitucional. Diante das reações furiosas do movimento, porém, o governador foi obrigado a recuar. “Isso era um ataque ao direito de manifestação, um ataque ao direito de organização e às liberdades democráticas”, explica Julio Anselmo, do DCE da UFRJ.
Pede pra sair!
A juventude e os trabalhadores do Rio têm uma oportunidade de conquistar uma grande vitória e varrer Cabral do poder.  Queremos saber  onde está Amarildo.  Exigimos o fim imediato da Tropa de Choque e da PM. Vamos para às ruas no dia 30 de agosto e unir a luta dos estudantes,  bombeiros, professores,  servidores estaduais e os moradores das favelas e todo o movimento social organizado no Fórum de Lutas, exigindo a saída de Cabral. 

Editorial: É preciso dar um passo adiante

Leia o editorial do Opinião Socialista nº 465

Muitos trabalhadores e estudantes que apoiavam o PT vivem, hoje, uma crise: sabem que Dilma está fazendo um desastre no governo, mas têm medo da “volta da direita”.
Em geral, esses ativistas participam ou apoiam as mobilizações que estão sacudindo o país. Ficam indignados com a situação e sabem da responsabilidade do governo petista. Chegam à beira da ruptura completa com o PT, mas recuam, pois “a direita pode se aproveitar”.
É muito importante que esse trabalhador ou estudante observe que o desgaste causado pelas grandes mobilizações atinge tanto o PT como o PSDB. O repúdio das ruas se choca raivosamente contra os dois maiores pólos partidários. Os partidos de direita, hoje, estão tão ou ainda mais acuados do que o PT.
As mobilizações de junho colocaram o país em destaque no cenário internacional por terem um caráter histórico. As passeatas foram superiores ao movimento do “Fora Collor”. A greve de 11 de julho foi um ensaio de greve geral, superior a chamada greve geral de 1983.
Essa sacudida histórica está colocando a necessidade de uma nova direção para o movimento. Quem permanecer colado ao PT vai acabar se chocando com o que há de melhor existente nas lutas. Nesse país, nada será o mesmo depois de junho. Nem o PT.
Já estão gravadas na memória da população as imagens das passeatas gigantescas que se deram contra o governo Dilma. Na consciência de milhões e milhões de brasileiros, a referência das greves do ABC, que deram origem ao PT, vai ser substituída pela das passeatas contra o governo petista.
O PT e o PSDB se desgastaram muito por serem expressões da democracia dos ricos. Esses partidos implementaram planos de governo a serviço das grandes empresas. A corrupção é parte integrante da prática petista, assim como da oposição burguesa. Na verdade, o PT foi (e está sendo) parte fundamental das posições da “direita”.
É preciso pensar com a ousadia necessária. É hora de romper com o PT para ajudar na formação de outra referência de esquerda. A dimensão das mobilizações permite pensar na construção de uma nova alternativa que se contraponha tanto à direita como ao PT.
Caso exista uma ruptura com o PT de todo um setor, de muito dos ativistas que lutam, será possível construir uma alternativa de esquerda com maior rapidez. Caso não exista essa possibilidade, a direita pode ocupar espaços de oposição.
É hora de dar um passo adiante, de ruptura com o PT. O PSTU é um partido revolucionário socialista. Continuemos a lutar juntos, como na preparação do dia 30 de agosto, Dia Nacional de Paralisações. E vamos construir, juntos, uma nova alternativa de esquerda revolucionária. 

Dilma, Cabral e Paes usam Papa para desviar as reivindicações das ruas

Respeitamos a opção religiosa de todas as pessoas. Mas temos a obrigação de dizer que a visita do papa serve ao objetivo do governo de tentar “acalmar” os protestos e reestabilizar o país. Políticos corruptos e governantes desgastados aproveitarão a oportunidade para melhorar sua imagem. 

Para além das fotos e os gestos piedosos para “os pobres e oprimidos”, a Igreja, como faz há mais de dois mil anos, estará fazendo o que sempre soube fazer: defender o sistema que está a serviço dos ricos e poderosos. A visita do papa Francisco ao Brasil vai custar mais de R$ 118 milhões. Só o governo federal gastará R$ 111,5 milhões. Terá o inusitado patrocínio de empresas privadas. 

Segundo a Igreja Católica já foram injetados R$ 20 milhões no evento, em que estão incluídos a contribuição de patrocinadores e eventos de arrecadação em prol da Jornada, entre estes Bradesco, Itaú, Santander, Ferrero, Estácio, Nestlé, Mc Donald’s e as agências TAM Viagens e Havas. 

Em 2010, o então cardeal Bergoglio liderou uma frente conservadora contra a aprovação da união civil entre homossexuais, tido por ele como um “projeto do Diabo”. Chegou a emitir uma nota qualificando como uma “guerra de Deus” o projeto que previa que os homossexuais pudessem se casar e adotar crianças. Também não hesitou em chamar uma marcha junto aos evangélicos, que tinha por objetivo pressionar o Congresso argentino contra a aprovação da lei. 

Nesse sentido, sua posição não difere em nada da apresentada por outra liderança religiosa brasileira, o deputado federal e pastor evangélico Marcos Feliciano. Ambos são inimigos ferrenhos do movimento LGBT que luta pelos seus direitos civis no Brasil e no Mundo. 

Na véspera da visita do papa, foi aprovado o chamado Estatuto do Nascituro na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados. O projeto tem apoio de líderes religiosos evangélicos, membros da Igreja Católica, entidades espíritas e parlamentares. O projeto proíbe o aborto em caso de estupro e ainda prevê uma “bolsa estupro” para aquelas que sofreram violência sexual. O Estatuto do Nascituro significa a banalização da violência e a criminalização das mulheres estupradas.

O que o papa Francisco tem a dizer sobre isso? 
• Pela legalização do aborto; • Em defesa do casamento gay com direito à adoção; 
• Contra o Estatuto do Nascituro e sua famigerada “bolsa-estupro”; 
• FORA CABRAL E PEZÃO! 
• Nenhum centavo para Copa. Mais dinheiro para saúde e educação; 
• Abaixo a política econômica do governo Dilma; 
• Nem a Direita, nem o PT! Trabalhadores no poder!

Leia mais

Decreto de Sérgio Cabral é o AI-5 dos nossos dias

Lucas Ribeiro Scaldaferri, de Fortaleza (CE)





Os milhares de jovens que participaram das manifestações juninas deveriam voltar suas atenções para exigir a derrubada do decreto n° 44.302, de 19 de Julho de 2013, do Governador Sérgio Cabral do Rio de Janeiro. Esse decreto cria a Comissão Especial de Investigação de atos de Vandalismo (CEIV) em manifestações públicas, que será composta pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, Policia Militar e Policia Civil. 
O referido decreto cria novas regras processuais para investigação de manifestantes, em total desrespeito às regras constitucionais vigentes no Brasil. No seu Art. 1º, o § 5º prevê que a “super comissão” terá um poder investigatório superior ao do MP e da Policia Civil. No Art. 2º, afirma que a comissão poderá “praticar quaisquer atos necessários à instrução de procedimentos criminais com a finalidade de punição de atos ilícitos praticados no âmbito de manifestações públicas.” 
Mas é o Art. 3º, paragrafo único, que demonstra o espirito do decreto. Sergio Cabral determina que a CEIV pode solicitar informações de empresas de telefonia e provedores de internet no prazo máximo de 24 horas, sem autorização expressa do poder judiciário. Dessa forma fica decretado que o principio constitucional do devido processo legal está suspenso no Rio de Janeiro, pois o sigilo telefônico e de internet de qualquer manifestante poderá ser quebrado por requerimento da CEIV. 
Não é exagero comparar o decreto de Cabral, e seus aliados, com o Ato Institucional n 5º de 1968. Este decreto da Ditadura Militar também tinha como interesse restringir liberdades democráticas e políticas. O decreto do Governador visa instituir um Estado de Exceção no Rio de Janeiro. 
Se faz necessário nesse momento que a Presidenta da República se pronuncie de maneira enérgica contra esse decreto. O silêncio de Dilma, que combateu a ditadura no Brasil, será interpretado como mais uma capitulação e conivência do PT, e de seu governo, com os excessos dos poderes instituídos contra os manifestantes.

25 de julho: dia de luta e resistência da mulher negra

Foto: Diego Cruz
Em 1992, a República Dominicana sediou o Iº Encontro de Mulheres Negras, quando foi instituído o dia 25 de Julho como o "Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha". O objetivo da data era buscar refletir sobre o papel das mulheres negras nesses continentes, dando visibilidade às lutas e à resistência das descendentes da diáspora africana, marcadas pela cruel combinação de exploração capitalista, racismo, machismo e lesbofobia.
 
Neste contexto, não podemos deixar de lembrar da heróica resistência das mulheres negras haitianas, vitimadas todos os dias pelas mais diversas formas de violência. Por isso, fortalecemos a campanha e exigimos “Fora as Tropas do Haiti", brasileiras e da ONU!
 
No Brasil, as mulheres negras e jovens são a maioria das vítimas de violência doméstica, além de estar mais constantemente expostas à violência sexual e policial. Ao mesmo tempo, vivendo em um pais, onde um jovem negro tem 139% mais chances de ser assassinado que um branco, todos os dias, as mulheres, em especial as mulheres negras, sofrem com a perda de seus filhos, irmãos e companheiros, nas periferias e favelas todos os dias. 
 
A pobreza tem cor
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que 16,2 milhões de brasileiros, 8,5% da população, estão em situação de extrema pobreza, vivendo com renda per capita de até R$ 70,00/mês. Desse total, 70,8% são afrodescendentes e 50% têm, no máximo, 19 anos de idade, na sua maioria mulheres (IBGE-2010). Negras são as que ganham os piores salários (chegam a receber 50% a a menos que homens brancos na mesma função) e encontram-se nos trabalhos mais precarizados e vulneráveis. Dos 7,2 milhões que exerciam trabalho doméstico, em 2009 (IPEA), 93% são mulheres. Dentro deste grupo, 61,6% negras.
 
As mulheres negras também estão nos serviços públicos, no setor de serviços e na educação pública, principalmente nos anos iniciais. E não é por acaso que os salários desta categoria são os mais baixos, como tambémo que tem menos tem direito. As mulheres e jovens negras também são a maioria nos estágios temporários, telemarketings e empresas terceirizadas, mas são as que menos estão presentes dentro das salas de aula das universidades públicas.
 
A presença das mulheres negras em postos de trabalho menos especializados, subempregos sem carteira assinada e nas terceirizações, expressa as desigualdades raciais presentes na sociedade brasileira, abismo que se aprofunda ainda mais quando combinados com os efeitos do machismo e da exploração.
 
O PSTU diz que o Dia 25 de Julho é mais um dia de luta das mulheres negras trabalhadoras, e este dia deve ser mais uma data para as mulheres se organizarem. Neste dia 25, temos que nos organizar também para que no dia 30 de agosto, junto à classe trabalhadora, construamos junto um novo dia nacional de paralisações.